Quais os efeitos do açúcar no cérebro?

Quais os efeitos do açúcar no cérebro?

Eu não sei que horas você está lendo este artigo, mas aposto que somente no dia de hoje, já teve algum contato com o açúcar.

Não é preciso sequer “comer um doce” para ingerir essa substância presente em diversos itens alimentícios, em especial nos ultraprocessados.

Nosso cérebro ama açúcar. No entanto, a sensação não se traduz em benefícios para os circuitos e as estruturas neurais. Muito pelo contrário.

O efeito imediato de satisfação, infelizmente, passa muito rápido. O sistema de recompensa do cérebro é ativado, liberando hormônios como a dopamina.

Quando esse sistema é estimulado com frequência, infelizmente, a tendência é que o cérebro perca o controle sobre os alimentos ingeridos, desejando mais açúcar e mais alimentos com alta carga energética.

Mas, por que nosso cérebro ama açúcar?

Há milhares de anos atrás, nossos ancestrais tinham pouco acesso à comida e ao sabor doce. Quando era preciso caçar animais para sobreviver e não existiam saborosos pomares para desfrutar, o cérebro ficou programado para amar os açúcares e carbiodratos.

Eram fontes de energia importantes, porém, escassos.

Hoje, o açúcar está presente no nosso dia a dia, à altura das prateleiras dos mercados. Apesar dessa mudança nossa como sociedade, a estrutura cerebral continua a mesma de milênios atrás.

É por isso que, diante da oferta atual dessa substância, fica tão difícil manter o controle.

E quanto mais consumimos, pior fica o desequilíbrio químico cerebral, o que ocasiona também em problemas para todo o organismo.

Leia também: Quais os impactos do jejum nas inflamações crônicas

Os efeitos do açúcar no cérebro

Um estudo de 2012 realizado com ratos – que contam com processos orgânicos similares aos humanos – foi realizado pela UCLA. No experimento, os animais tiveram acesso livre ao açúcar.

Esse consumo fez que os ratos desenvolvessem a chamada “resistência insulínica”, o que levou ao descontrole dos níveis de açúcar no sangue e também das funções cerebrais.

Os ratos que mais consumiram açúcar tiveram as sinapses neurais prejudicadas, impactando negativamente a cognição e a memória.

Além disso sabemos que o consumo de açúcar podem causar confusão mental, cansaço, irritabilidade e alterações no humor. Após o consumo da substância, a queda repentina do seu efeito pode fazer que a pessoa tenha esses sintomas bem característicos da depressão e da ansiedade.

A ingestão de açúcar estressa os neurotransmissores, levando a um desgaste e acarretando a essas sensações desagradáveis que muitos procuram resolver consumindo mais açúcar.

Existem níveis seguros do consumo de açúcar?

Quem já me acompanha sabe que não sou radical em relação ao que pode ou não.

Apenas faço o alerta porque temos abundância de oferta desse tipo de alimento rico em açúcar. A Organização Mundial da Saúde recomenda que o consumo dessa substância não ultrapasse os 5% do valor energético diário, o equivalente a 25 gramas.

No entanto, uma única lata de refrigerante conta com 40 gramas de açúcar. Ao consumir essa bebida, outros itens açucarados costumam acompanhar, aumentando ainda mais essa taxa.

É por isso que precisamos ser vigilantes em relação à nossa alimentação. Quando aceitamos tudo o que nos é colocado sem uma reflexão podemos acabar vítimas dos nossos próprios desejos.

A boa notícia é que é possível ter maior controle sobre nosso corpo, o que reflete em melhoria de nossa saúde.

Rever os próprios hábitos pode ser um processo doloroso no início, porém, a cada dia fica mais fácil. É como virar uma chave interna. Aos poucos, não nos vemos mais sem exercícios físicos e percebemos como certos produtos alimentícios são completamente dispensáveis.

É o que ensino no meu Curso Segredos Para Uma Vida Longa. Para conhecer o programa completo, clique a seguir: Curso Segredos Para Uma Vida Longa.

Conheça o método para viver com muita saúde e energia.