Agrotóxicos nos alimentos: quais as opções com maior concentração?

Agrotóxicos nos alimentos: quais as opções com maior concentração?

Você já parou para pensar sobre a quantidade de agrotóxicos nos alimentos produzidos no Brasil? E tenho uma verdade: é enorme!

O que questiono não é a necessidade ou não do uso de agrotóxicos. Mas o que me surpreende é a quantidade — de alguns até mesmo proibidos para determinadas culturas — usada por nossa agricultura brasileira.

E conforme pesquisa feita pela Anvisa e publicada no final do ano passado, entre os 14 itens analisados, 23% ultrapassavam o limite máximo de resíduos de agrotóxicos.

O que o levantamento apontou?

A pesquisa da Anvisa é intitulada de Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos e é feita anualmente em 77 cidades brasileiras. Ela analisa 14 alimentos de origem vegetal e considerados representativos na dieta da população: abacaxi, alface, alho, arroz, batata-doce, beterraba, cenoura, chuchu, goiaba, laranja, manga, pimentão, tomate e uva.

Ao todo, foram coletadas 4.616 amostras em estabelecimentos varejistas nas cidades participantes e enviadas para laboratório. Lá, foram analisadas para determinar a quantidade e o tipo de agrotóxico utilizado. 

Entre todas as amostras, em 3.544 (77%) os resultados foram consideradas satisfatórias quanto aos agrotóxicos pesquisados. Além disso, em 2.254 (49%) não foram detectados resíduos, e em 1.290 (28%) apresentaram resíduos em concentração igual ou menor permitido, de acordo com o Limite Máximo de Resíduos (LMR), estabelecido pela Anvisa.

Mas o que chama a atenção é que em 1.072 amostras (23%) havia resíduos de agrotóxicos acima do LMR. Além disso, em 20% das amostras foram encontrados agrotóxicos que não são autorizados para aquele cultivo específico.

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Os campeões no uso de agrotóxicos nos alimentos

De acordo com o levantamento da Anvisa, a lista de concentração de agrotóxicos nos alimentos ficou da seguinte forma:

  • Pimentão: 83%
  • Goiaba: 42%
  • Cenoura: 40%
  • Tomate: 35%
  • Alface: 30%
  • Uva: 27%
  • Beterraba: 15%
  • Laranja: 14%
  • Abacaxi: 12%
  • Manga: 9%
  • Chuchu: 9%
  • Batata-doce: 9%
  • Alho: 5%
  • Arroz: 5%

O que o estudo nos mostra?

Como disse lá no início, tenho consciência que algumas culturas, infelizmente precisam do uso do agrotóxico para serem produzidas em maior quantidade. Mas minha crítica vai ao uso excessivo, e até mesmo a falta de critérios em alguns casos, que acabam prejudicando seriamente a população que consome tais alimentos.

Por isso defendo que, sempre que possível, se dê preferência aos alimentos orgânicos, produzidos de forma natural e sem o uso de agrotóxicos. Mas se isso não for possível, sugiro e alerto que em sua casa tenha um capricho a mais na limpeza.

Afinal de contas, o que não faltam são estudos que comprovam que o consumo de agrotóxicos são os responsáveis por uma chance aumentada de câncer, entre outras doenças. 

Além disso, como comprovou o estudo, até mesmo pesticidas não recomendados pelas agências sanitárias para determinadas culturas, ainda são usados. Isso coloca em risco a vida de quem consome, como também de quem cultiva esses itens.

Viva melhor!

O consumo de agrotóxicos, ainda mais em níveis elevados, traz sérios problemas à saúde. Nosso corpo sente essa carga de veneno e o resultado são diversas doenças. Aliás, até mesmo a depressão, o cansaço e a baixa-estima acabam influenciadas pelo consumo desses pesticidas.

E uma forma de mudar essa chave e ter um estilo de vida mais saudável. Para isso, procure manter uma alimentação balanceada, e use itens que você sabe que não são produzidos com agrotóxicos. Ou então que utilizam técnicas alternativas para evitar sua infestação por pestes.

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