Álcool e demência podem estar relacionados, aponta estudo

Álcool e demência podem estar relacionados, aponta estudo

Você sabia que álcool e demência podem estar relacionados?

Atualmente, a demência é uma doença que afeta entre 5% a 7% da população acima dos 60 anos. Essa condição é caracterizada pelo desgaste funcional do cérebro, perda da cognição e da independência na hora de executar tarefas cotidianas.

Hoje, uma pesquisa indica que o consumo regular de álcool é um fator de risco para o desenvolvimento da demência. Trata-se do maior estudo já realizado sobre o assunto, colocando o consumo de álcool como principal causa evitável para o desenvolvimento dessa doença.

Continue até o final do artigo para saber como o consumo de álcool e demência podem estar relacionados.

O estudo

Publicado no periódico The Lancet Public Health em 2018, o estudo abordou a relação entre abuso de álcool e quadros de demência na França. Entre os mais de 31 milhões de adultos acima de 20 anos internados em 20 hospitais daquele país entre os anos de 2008 e 2013, cerca de 1,1 milhão foram diagnosticados com demência e incluídos na análise.

Entre os casos estudados de demência precoce (desenvolvida antes dos 65 anos), 38,9% estavam relacionados ao álcool, ou apresentavam um desdobramento dos distúrbios do alcoolismo em 17,6% dos casos.

Assim, o estudo concluiu que o consumo de álcool é o maior fator de risco modificável para a demência. A estimativa é que indivíduos que consomem álcool regularmente aumentam em 3 vezes as chances de desenvolver essa condição.

O estudo destacou, inclusive, que os indivíduos com o hábito da bebida também contam com tendência a outros hábitos prejudiciais como fumo, má alimentação e sedentarismo. Estes também são fatores de risco para o desenvolvimento da demência.

Leia também: Os efeitos do álcool no organismo

O problema da bebida alcoólica

Mesmo em 2020, com uma boa revisão teórica apontando para os riscos do consumo de bebida alcoólica a curto, médio e longo prazo, o abuso dessa substância segue glamourizado.

O quadro de demência é considerado pela Organização Mundial da Saúde – OMS como uma síndrome, composta por subtipos caracterizados pela perda gradual da memória e das capacidades cognitivas.

Inclusive, é uma das principais causas da invalidez em idosos.

No cérebro, o álcool inibe a ação de um neurotransmissor chamado ácido gama-aminobutírico. Esse é o responsável pela consciência e capacidade de pensar. Conforme o consumo torna-se mais frequente, esse neurotransmissor segue sendo inibido. Além disso, o consumo de álcool também aumenta o risco de outras condições tóxicas para o cérebro, tais como traumatismo de crânio, epilepsia e encefalopatia hepática.

A ação do etanol tem efeito neurotóxico no cérebro, prejudicando de forma permanente seus tecidos e danificando as suas sinapses.

Por tudo isso, vale a pena repensar o consumo do álcool. A ingestão moderada é a melhor recomendação para essa substância. 

Espero que este artigo ajude a esclarecer sobre a relação entre álcool e demência.

Até a próxima!

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