Alimentação e doenças cardiovasculares: o perigo dos processados

Alimentação e doenças cardiovasculares: o perigo dos processados

A relação entre alimentação e doenças cardiovasculares não deve ser novidade para a maior parte das pessoas. Se somos o que comemos, a saúde ou a doença nada mais são do que resultados dos nossos hábitos.

Nenhuma parte do corpo está livre de sofrer as consequências da má alimentação. O sistema cardiovascular é um dos mais afetados pela qualidade desse hábito essencial à vida.

Os estudos que mostram essa relação entre alimentação e doenças cardiovasculares costumam ser atualizados de forma constante. O artigo de hoje foca nos resultados de pesquisas realizadas na Europa relacionadas aos alimentos ultraprocessados.

Ultraprocessados elevam os riscos de doenças cardiovasculares

O estudo NutriNet-Santé , da França, teve como objetivo observar os impactos dos alimentos ultraprocessados na saúde do coração. Por isso, avaliou grupos de adultos que consumiam esses alimentos.

Assim, descobriram que 10% a mais de alimentos processados podem aumentar até 13% a incidência das doenças relacionadas ao coração em um médio prazo, em torno de cinco anos de consumo.

Na Espanha, o estudo dos impactos dos ultraprocessados foi além. O estudo SUN atribuiu o consumo de pelo menos quatro comidas e bebidas ultra processadas por dia ao aumento do risco de morte em 62%.

Esse risco de morte é relacionado a diferentes causas, inclusive doenças do coração. Assim, o que não falta é evidência sobre os riscos de consumir esses alimentos a longo prazo. 

Tanto que outro estudo, este realizado com estudantes da Seguimiento Universidad de Navarra, na Espanha, demonstra que o consumo dos ultraprocessados mais de quatro vezes ao dia aumentam em 62% os riscos de morrer por qualquer causa em uma década.

Isso, é claro, comparado àqueles que consumiram menos de duas porções ao dia. 

Todos esses estudos só corroboram aquilo que tanto tenho colocado para meus pacientes e meu público: precisamos mudar urgentemente nossos padrões alimentares.

Alimentação para um forte coração

Para melhorar a saúde do coração, e por consequência de todo o organismo, é preciso substituir boa parte dos alimentos que estão à nossa disposição de forma fácil.

Precisamos inverter a lógica de que comida saudável é exceção em vez de regra.

Os integrais é que devem fazer parte do nosso cotidiano e, em algumas situações pontuais, é que podemos consumir aquilo que as prateleiras oferecem a preços tão acessíveis.

Alguns dos alimentos que mais ajudam a evitar as doenças cardiovasculares são o azeite de oliva, o alho, a aveia e as frutas vermelhas. Vale a pena incluir esses itens no seu cotidiano principalmente se você conta com histórico dessas doenças na sua família.

Quero ressaltar que a genética não é a maior responsável por qualquer doença, mas sim os hábitos. Estes, sim, são poderosos na hora de potencializar ou evitar tais condições.

A alimentação é um importante caminho para a qualidade de vida de qualquer pessoa. Aliada a outros fatores, promove disposição, energia, saúde e tudo que há de melhor.

Todos esses fatores são abordados em meu Curso Forte Coração.

Cada indivíduo é o responsável pela sua própria saúde. Inclusive você! Por isso, eu e meu colega Dr. Tulio Sperb desenvolvemos um curso completo para todos aqueles que desejam:

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Eu espero que este artigo tenha esclarecido a você sobre a relação entre alimentação e doenças cardiovasculares.

Até a próxima!

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