As Consequências da Obesidade Hoje
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As Consequências da Obesidade Hoje

A obesidade é uma doença endêmica, e que nunca teve a atenção devida.

As medidas políticas e as campanhas de saúde pública não são suficientes para uma conscientização acerca do tema.

Todos sabem que a solução seria uma boa dieta e mudança de estilo de vida.

 

Mas qual é a melhor dieta?

Eis o ponto onde muitos acabam desistindo antes mesmo de começar, é uma questão difícil, que requer investimento, de tempo e dinheiro, e ainda falta muita informação no mercado. Mas antes vamos entender..

 

O que está deixando o mundo obeso?

Os dados são preocupantes:

O National Health And Nutrition Examination Survey, estudo que periodicamente divulga dados importantes sobre a saúde dos americanos, afirmou que eles estão pesando na atualidade, cerca de 11 kg a mais do que há 25 anos.

Como seguimos as mesmas bases americanas, de alimentação e propaganda, certamente o Brasil também está indo pelo mesmo caminho.

No mesmo estudo, foi identificado que o adolescente ingere em média 275 calorias a mais do que há 5 anos atrás.

Destas calorias, somente 5g (45cal) é de gordura, ao passo que os carboidratos somam 57g (228 cal).

Sim, o carboidrato é o grande vilão da obesidade.

Estamos ingerindo hoje, 11 vezes mais carboidratos do que gorduras. E a informação que chega às pessoas continua sendo equivocada, todo mundo fala para tomar cuidado com as gorduras, mas poucos falam para diminuir o verdadeiro causador dessa lambança, o carboidrato!

Caso ainda tenha dúvidas sobre a ingestão de gordura, por favor leia o artigo Sim você deveria ingerir gorduras.

O aumento da ingestão de carboidrato e o aumento relevante na incidência da obesidade americana começou por volta de 1980 e as pesquisas mostram que sim, uma coisa tem tudo a ver com a outra.

 

Carboidrato: A história do veneno

Exatamente no início da década de 80, a Associação Médica Americana, Associação Americana de Cardiologia e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos reunidas, tomaram uma séria decisão com medo do aumento do infarto. Eles criaram uma política que induziu as pessoas a comer menos gordura e mais carboidrato.

Mas o alimento industrializado com baixo teor de gordura tem um gosto muito ruim, então a indústria começou a acrescentar carboidrato em forma de HFCS – Low Fat/High Carb Diet (pouca gordura/alto teor de carboidrato).

HFCS quer dizer High Frutose Corn Syrup, ou seja, Xarope de Milho com alta concentração de Frutose.

Ele custa no mínimo menos de 50% do que açúcar e adoça muito mais do que o açúcar (130% em uma escala onde açúcar adoça 100%), e aí começa o problema.

Hoje este elemento é colocado em praticamente todos os alimentos industrializados, inclusive em grande parte dos pães que comemos, sucos que bebemos e molhos.

O HFCS foi inventado no Japão em 1966, como alternativa barata ao açúcar. Em 1973, o presidente Richard Nixon, frente a uma forte crise precisou procurar um alimento barato, e em 1975 o HFCS foi introduzido no mercado americano por metade do preço do açúcar.

Preciso deixar claro que a frutose é o açúcar das frutas e quando ingerida com as fibras das frutas, não é um problema. Assista meu vídeo onde falo sobre isso AQUI.

Mas se essa frutose for ingerida isolada das fibras, é altamente tóxico, engorda e causa uma série de doenças.

Essa substância teve o seu consumo absurdamente aumentado, sendo que antes desta decisão, cada pessoa consumia cerca de 15g de frutose diariamente, e na atualidade esse número saltou para 72,8g por dia.

Estima-se que uma pessoa consuma 28,5kg de HFSC por ano.

Resultado da brincadeira: a medida tomada não diminuiu o infarto, mas deu o “start” na curva da obesidade.

E ao invés de identificar o erro, a indústria farmacêutica entrou no jogo e começou a “ensinar” aos médicos, quais medidas deveriam ser tomadas, ou seja, um remédio para emagrecer e outro para tratar o infarto!

 

E agora?

Emagrece de forma saudável é simples, se compreendermos e começarmos desfazendo os erros do passado através do equilíbrio específico de macronutrientes, identificando quais alimentos contém toxinas como o HFSC e excluindo da dieta.

Existem outros métodos como identificar quais alimentos são individualmente tóxicos e também realizar a recuperação ou modulação do equilíbrio hormonal através da otimização de seus níveis.

Sobre emagrecer, ainda gostaria de acrescentar que contar calorias está absolutamente ultrapassado e é por isso que muitos não estão tendo resultados.

A vida de quem conta calorias se torna um inferno. Existe caloria em todo alimento e, o mais importante é a origem da caloria.

 

Os erros da dieta

Podemos ter uma refeição de 2000 calorias e que todas servirão para recuperar células envelhecidas, melhorar a pele, os músculos, as glândulas; ou podemos fazer uma refeição com 200 calorias nas quais todas servirão para virar gordura dentro dos seus corpos.

O segredo está na fonte da caloria, se vem das proteínas, carboidratos, gorduras, qual a carga glicêmica, horários da refeição. No fim é uma combinação dos fatores que fará a diferença.

Mas nunca esqueça: os lanches devem ser baseados em proteínas, não em carboidratos!

 

O desafio das próximas gerações

Tenho muita tristeza ao pensar nas gerações dos millennials e as que vem por aí, pois toda alimentação está centrada nos carboidratos, assim como a nossa já está. Uma alimentação baseada em quase 90% de alimentos industrializados!

Tome cuidado ao escolher os alimentos pois inclusive nos sucos de caixinha está contida essa Frutose. Procure evitar alimentos e bebidas industrializadas que contém frutose, HFCS, ou Xarope de milho.

Esses “suquinhos naturais” de caixinha, nunca deveriam ser consumidos, e muito menos dados a seus filhos.

Um bebê que não tem contato gustativo com açúcares, HFCS e alimentos industrializados até os seus 6 anos, provavelmente nunca terá paladar para os mesmos e também não passará por todos os problemas relacionados com o sobrepeso e a obesidade.

Peço que compartilhem com as pessoas que amam e que pratiquem isto com vocês e suas crianças.

Até a próxima!

Dr. Victor Sorrentino

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Todos sabem que não há vida sem água e que devemos tomar água diariamente para nos mantermos hidratados. Mas se é uma substância tão importante, não deveríamos saber mais sobre como escolher a água que vamos beber? O assunto é de suma importância para a saúde das pessoas, mas a falta de conhecimento faz com que praticamente a totalidade da população mundial passe ao largo de todos os benefícios que uma água de boa qualidade pode proporcionar, pois não há orientação na hora de escolher esta substância vital. As pessoas ficam à mercê das informações publicitárias das empresas que se favorecem da venda de água e que, muitas vezes, não têm o compromisso com a saúde do consumidor, mas sim com o lucro do seu produto.

A água é o mais abundante constituinte do corpo humano. Um indivíduo de 70 kg, por exemplo, tem aproximadamente 42 litros de água no corpo. Somos, sim, “aquários ambulantes”, e desta foma é possível imaginar que nossas células sejam os peixes desse aquário. Caso o peixe esteja doente e a água estiver inadequada, não adianta tratar só o peixe e colocá-lo na mesma água: deveríamos trocar a água ou tratá-la.

Entretanto, a medicina só pensa nos solutos, raramente nos solventes. Para se ter ideia das proporções deste elemento, sabe-se que o corpo de um recém-nascido é constituído de mais de 80% de água, o corpo de um adulto não desidratado é constituído por 69% de água e o corpo de um idoso é constituído de pouco mais de 50% de água. Ela constitui 85% do cérebro, 92% do sangre e 87% do fígado.

É fundamental o conhecimento das propriedades da água, para que se possa aproveitar os benefícios que este elemento pode oferecer. E é realmente fundamental que haja um esforço no sentido de informar a população sobre este elemento essencial à vida e que pode ter ação medicinal diariamente!

O ser humano foi criado para estar em movimento. Nossa estrutura biológica conta com um sistema muito bem organizado para possibilitar-nos mobilidade. Se pensarmos bem, o homem foi inserido em um mundo onde para tudo era necessário o movimento. Alimentos vinham essencialmente da caça e de vegetais, a locomoção dependia exclusivamente das pernas. Ou seja: sedentarismo era algo que simplesmente não tinha como existir.

Com o passar dos anos e a evolução, muitas facilidades foram criadas a fim de dar conforto e bem-estar às pessoas. Entretanto, chegamos a um ponto crítico na história da humanidade, onde em grande parte dos países desenvolvidos o sedentarismo transcende o movimento, e o resultado deste mudança tem sido desastroso e extremamente deletério à saúde humana.

Infelizmente, grande parte das pessoas não se dá conta de que está indo absolutamente contra a natureza de nossa espécie ao passar a maior parte do tempo sentada e esquecendo de compensar essa deficiência de atividades com alguma forma de exercício. A queixa é praticamente sempre a mesma: falta de tempo… Por outro lado, é sabido também que esta “desculpa” tem um caráter de praticidade, ou seja, é mais simples usar este argumento do que buscar organizer-se para dar prioridade à saúde.

A prática de atividade física moderada é uma das principais formas de prevenção de doenças atreladas ao envelhecimento, e aqui não estamos falando nem sobre a necessidade de sermos atletas, mas sim de simplesmente buscarmos manter uma rotina semanal de exercícios. Você já sabe que cerca de 85% de sua saúde dependem exclusivamente de seus hábitos de vida, restando pouco para culparmos a genética. Então, é importante saber que este “medicamento natural” e que depende só de você está associado à preservação de Alzheimer, doenças cardiovasculares e degenerativas, diabetes, hipertensão, obesidade e inclusive o câncer.

O estresse já foi mencionado diversas vezes como o mal do nosso século. Viver sem estresse em um mundo estressante é algo praticamente inalcançável. Na realidade nosso corpo não foi feito para viver sem agentes estressores, tal como um carro não é produzido sem um sistema preparado para resistir a situações de imperfeição das rodovias, por exemplo. Nossa máquina (nosso corpo) tem um sistema “quase” perfeito, no entanto primitivo. Lendo este artigo você vai compreender o motivo pelo qual nosso sistema de estresse ainda parece estar atrasado no tempo.

A fisiologia humana e munida de um sistema que tem como função principal preservar a nossa vida. Isto é prioridade, ou seja, todas as vezes em que seu corpo entender que você está em perigo, uma reação intensa, que envolve a produção e a liberação de uma série de substâncias, terá um fim primário: a preservação da vida. Mas o que é uma situação de perigo, de vida ou morte?

Nossa capacidade evolutiva de adaptação infelizmente gera uma confusão na interpretação dos fatos, e as reações a estas situações acabam sendo inevitavelmente as mesmas de um perigo “real”, com menor ou maior intensidade, mas moduladas pelo que definimos como estresse.

O estresse está baseado, entre outros, na ativação do sistema hormonal hipófise-hipotálamo (duas glândulas que se situam dentro do cérebro), com a secreção do hormônio adrenocorticotrófico que ativa a glândula suprarrenal (também chamada de Adrenal), desencadeando uma secreção de hormônios glicocorticoides, como Cortisol. O Cortisol aumenta a quebra de proteínas nos músculos, ossos e nos tecidos linfáticos, além de inibir a síntese proteica. Isso faz com que aumente o nível de aminoácidos no sangue, que são utilizados pelo fígado para produção de glicose, aumentando também o nível de açúcar no sangue.

Toda vez que o Cortisol é aumentado, o seu corpo se prepara para uma guerra, para uma fuga, para uma situação de vida ou morte, independente de isso estar acontecendo realmente ou não.

Muitas pessoas passam a usar e abusar dos remédios para conter ansiedade, para ficar mais felizes, para dormir, e aí se segue uma sequência de drogas que viciam e infelizmente se tornaram commodities nas vidas das pessoas. Em outras palavras, a ignorância acerca dessa condição moderna e a busca pela facilidade de resolver um problema, desfocando-se dele e criando outro, está criando uma geração de dependentes químicos, por mais dura e triste que seja esta realidade.

As alterações de níveis de Cortisol provocam também sintomas comportamentais, como comer em excesso, perda de apetite, exagerado usado de bebidas alcoólicas, tabagismo, drogadição e mecanismos de enfrentamento negativas.

A expectativa de vida média alcança 75 anos no Brasil e já está em 85 anos nos países desenvolvidos. Observando a evolução da humanidade e o aumento deste índice, fica fácil e absolutamente racional chegar à conclusão de que nossos filhos viverão uma época em que o normal será ultrapassar os 100 anos. Mas com que qualidade de vida, se hoje o brasileiro, por exemplo, passa 1/5 de sua vida incapacitado? Imagine viver os últimos 20 anos de nossas vidas no futuro, sem capacidade de lembrar o nome das pessoas, sem poder viajar, passear, trabalhar, em síntese, apenas sobrevivendo?

A terapia hormonal é uma escolha de cada paciente e pode conferir qualidade de vida a homens e mulheres para alcançar uma longevidade mais saudável. Mas não basta somente a terapia para envelhecer com saúde, fatores externos como dieta alimentar balanceada, exercícios físicos e outras escolhas de estilo de vida, também são importantes. É preciso que a pessoa incorpore uma rotina regular de exercícios físicos e adote um regime nutricional equilibrado e bem orientado.
Pois é, a escolha está em suas mãos. Pesquisar, ir atrás da verdade e ter a oportunidade de viver com saúde, de não ser manipulado e ver as verdades serem escondidas, tudo depende única e exclusivamente de cada um. Independente disto, se eu conseguir mudar a vida de uma só pessoa, já estarei feliz e sentirei que fiz a minha parte.

Existem três grandes grupos de alimentos na natureza à nossa disposição. Eles são chamados de Macronutrientes: Proteínas, Gorduras e Carboidratos. Cada um tem propriedades individuais e serve para diferentes funções bioquímicas em nossos corpos, portanto, os três grupos são fundamentais, cada qual com sua particularidade.

As proteínas são formadas pela combinação entre aminoácidos, sendo que a diferença entre elas está em sua composição. Dependendo de quantos e quais aminoácidos constituem uma ou outra proteína, elas acabam servindo mais esta ou aquela função em nosso corpo. Existem as proteínas animais, que são indiscutivelmente mais completas, e as vegetais, que infelizmente sempre deixam a desejar no quesito Aminoácidos Essenciais. E as proteínas, servem pra que? Ora, para sua pele, seus olhos, ossos, coração, músculos, cabelos, ou seja, proteínas são construtoras! São os tijolos de sua casa, são a estrutura palpável de seu corpo. Até base de formação de hormônios elas são!

Algumas gorduras também são classificados como Essenciais, e são bem conhecidas de todos vocês: Ômega-3 e Ômega-6. Quero dizer, com isso que não há vida sem esses dois elementos. É importante que saibamos que as gorduras podem gerar energia, aumentar a imunidade, melhorar a capacidade cardíaca, aumentar a nossa inteligência e ser utilizadas como substrato de formação dos hormônios esteroidais.

Carboidratos na realidade são os vegetais! Verduras, saladas, leguminosas e frutas são os carboidratos “originais”, digamos assim. Pães de todos os tipos, salgadinhos, tortas, doces e tudo mais corromperam nossas inteligências e se tornaram carboidratos de escolha. Grande erro, pois à medida que aumentamos a oferta e a facilidade com que ingerimos carboidratos, estes unicamente se depositarão como reserva em forma de gordura!

Proteínas têm como função servir para uma série de coisas em seu corpo, até mesmo para gerar energia na falta de carboidratos. Se você se passar um pouco na ingestão de gorduras (de boa qualidade), poderá até utilizá-las para outras funções em seu corpo e, novamente, na falta de carboidratos, ela servirá preferencialmente para gerar energia. Mas se você se passar na quantidade e na qualidade dos carboidratos, nada será utilizado para gerar energia! Saiba que todo o excedente será armazenado em forma de gordura no corpo. Isso mesmo, aquela gordura abdominal, nas coxas, nos flancos, na papada etc. E entenda que optar pelos carboidratos corretos, como os vegetais, é uma forma absolutamente inteligente de agir. É por isso que a velha história de contar calorias é completamente absurda. Cada macronutriente tem uma função e suas calorias não podem ser comparadas entre si.