Comer de 3 em 3 horas é mito?
comer de 3 em 3 horas engorda ou emagrece

Comer de 3 em 3 horas é mito?

Durante anos e anos vivemos com essa informação como regra nutricional sem questionar.

Mas será que comer de 3 em 3 horas é mito? Ou faz bem à saúde? Vou tentar responder essa grande dúvida entre meus seguidores e pacientes!

 

Comer de 3 em 3 horas é realmente necessário?

Por muito tempo, o maior conselho para se alimentar foi esse. Comer de 3 em 3 horas acabou sendo a imagem de uma alimentação saudável. Porém posso dizer que foi uma das coisas mais irracionais que os profissionais da área da saúde criaram para a população.

Pensando nos primórdios da alimentação, isso não faz sentido algum. As civilizações mais antigas dependiam de caça, pesca, e não tinham como conservar os alimentos. Estes indivíduos nunca conseguiriam se alimentar de 3 em 3 horas.

 

Uma questão de bom senso

A pergunta que fica é: será que nós viemos programados para ingerir alimentos o tempo todo?

Não, biologicamente não, nenhum animal veio.

Com a evolução, o acesso aos alimentos ficou muito mais fácil e acabamos aumentando a periodicidade da ingestão, assim como o volume, e isso trouxe uma série de consequências negativas para o corpo.

Toda vez que um alimento é ingerido, o corpo precisa trabalhar para que ele seja processado. O alimento deve ser metabolizado e bem distribuído dentro do corpo. E todo alimento tem uma parte que deve ser descartada, o que além de exigir esforço, também pode intoxicar o organismo.

Hoje é impossível ter alimentos que sejam puros, grande parte dos alimentos disponíveis no mercado contém aditivos, agrotóxicos, ou são de alguma forma modificados geneticamente.

Inclusive a quantidade de nutrientes presentes nos alimentos diminuiu significativamente com a industrialização do mundo moderno.

Para complementar leia também o meu artigo O pão que Jesus comia não é o mesmo que você come

 

Simples conclusão

Vamos unir os fatos.

Conclusão 1: nós não viemos preparados para ingerir alimentos o tempo todo.

Conclusão 2: os alimentos que consumimos hoje têm substâncias que podem prejudicar a saúde, como conservantes e agrotóxicos.

Unindo estas duas informações fica bem óbvio que se alimentar de 3 em 3 horas não é uma coisa positiva.

Na atualidade a grande parte das pessoas é sedentária, ou seja, não gasta a energia que consome. Imagine ficar recebendo energia a toda hora, sem gastar. É lógico que essa conta não fecha e vai gerar um desequilíbrio, podendo levar a obesidade e doenças relacionadas ao sobrepeso. 

Portanto, não precisamos dessa regra, principalmente do jeito que foi imposta.

As pessoas estão ficando doentes e obesas pois todo mundo resolveu acreditar que deveria comer de 3 em 3 horas, e não é bem assim que as coisas funcionam. Principalmente pra quem é sedentário.

O maior problema que acontece quando as pessoas tentam adotar essa regra, na busca de uma alimentação saudável, é que tentam comer de 3 em 3 horas e acabam exagerando.

Não fomos feitos pra isso, quanto mais você come, mais quer comer, portanto comer de 3 em 3 horas não funciona para emagrecimento e pode te prejudicar. Infelizmente ainda falta muita informação sobre alimentação, e eu estou tentando suprir essa necessidade!

O resultado dessa “estratégia” alimentar imposta é que ela acaba gerando mais casos de obesidade no mundo! A obesidade já é uma das é uma das doenças mais preocupantes da atualidade.

Temos mais de 1 bilhão de pessoas com sobrepeso no mundo. São mais de 300 milhões de obesos no mundo, isso é extremamente triste!

Posso dizer que essa regra alimentar foi definitivamente um desastre para saúde das pessoas.

Leia mais sobre As Consequências da Obesidade Hoje clicando aqui.

 

Mas então, quando devemos comer?

Devemos comer quando o corpo necessita de cada macro ou micronutriente, e isso é individual. Não existe uma regra que pode ser aplicada a todos.

Quer entender melhor sobre nutrição? Leia também o meu artigo Alimentação e Nutrição: Para Começo de Conversa. Clique aqui.

Algumas pessoas precisam de mais energia, outras de menos. Tem gente que faz muito exercício, como os atletas, outros passam dias nos escritórios. São realidades e necessidades diferentes.

É lógico que impor uma regra para todo mundo não é benéfico!

Quem come de 3 em 3 horas e erra na escolha dos alimentos, corre muito risco de acumular gordura e ter o efeito contrário do esperado. Portanto, comer de 3 em 3 horas não é essencial e pode até ser perigoso.

Para algumas pessoas pode ser positivo, mas repito que isso é individual. Para a maioria das pessoas essa regra é ruim e nunca deveria ter virado uma regra!

A grande explicação que me leva a crer que comer de 3 em 3 horas é algo dispensável é porque isso pode fazer as pessoas comerem mais do que o necessário, simplesmente por causa de uma regra construída.

 

O melhor caminho

O estilo de alimentação e a periodicidade devem ser ajustados individualmente.

Atualmente as pesquisas avançaram muito, e graças aos estudos dos hábitos alimentares das civilizações antigas a ciência conseguiu chegar a muitas descobertas interessantes.

Entre elas que o jejum tem muitos benefícios para o corpo. Ao contrário do que se pensava, um jejum bem executado, não provoca perda de massa muscular. Além disso, pode ajudar no processo de emagrecimento e promover outras reações como a melhora das funções cognitivas cerebrais, que é importantíssimo para a qualidade de vida.

Quer entender mais sobre os benefícios do jejum intermitente? Clique aqui!

 

Repito, para finaizar: a alimentação deve ser individualizada e comer de 3 em 3 horas não é necessário.

A alimentação precisa ser ajustada de acordo com a demanda energética de cada um, e de acordo com as atividades diárias que cada pessoa realiza.

 

Quer entender melhor?

Assista ao vídeo abaixo, onde eu explico mais sobre o assunto!

Espero ter esclarecido suas dúvidas!

Victor Sorrentino

 

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Todos sabem que não há vida sem água e que devemos tomar água diariamente para nos mantermos hidratados. Mas se é uma substância tão importante, não deveríamos saber mais sobre como escolher a água que vamos beber? O assunto é de suma importância para a saúde das pessoas, mas a falta de conhecimento faz com que praticamente a totalidade da população mundial passe ao largo de todos os benefícios que uma água de boa qualidade pode proporcionar, pois não há orientação na hora de escolher esta substância vital. As pessoas ficam à mercê das informações publicitárias das empresas que se favorecem da venda de água e que, muitas vezes, não têm o compromisso com a saúde do consumidor, mas sim com o lucro do seu produto.

A água é o mais abundante constituinte do corpo humano. Um indivíduo de 70 kg, por exemplo, tem aproximadamente 42 litros de água no corpo. Somos, sim, “aquários ambulantes”, e desta foma é possível imaginar que nossas células sejam os peixes desse aquário. Caso o peixe esteja doente e a água estiver inadequada, não adianta tratar só o peixe e colocá-lo na mesma água: deveríamos trocar a água ou tratá-la.

Entretanto, a medicina só pensa nos solutos, raramente nos solventes. Para se ter ideia das proporções deste elemento, sabe-se que o corpo de um recém-nascido é constituído de mais de 80% de água, o corpo de um adulto não desidratado é constituído por 69% de água e o corpo de um idoso é constituído de pouco mais de 50% de água. Ela constitui 85% do cérebro, 92% do sangre e 87% do fígado.

É fundamental o conhecimento das propriedades da água, para que se possa aproveitar os benefícios que este elemento pode oferecer. E é realmente fundamental que haja um esforço no sentido de informar a população sobre este elemento essencial à vida e que pode ter ação medicinal diariamente!

O ser humano foi criado para estar em movimento. Nossa estrutura biológica conta com um sistema muito bem organizado para possibilitar-nos mobilidade. Se pensarmos bem, o homem foi inserido em um mundo onde para tudo era necessário o movimento. Alimentos vinham essencialmente da caça e de vegetais, a locomoção dependia exclusivamente das pernas. Ou seja: sedentarismo era algo que simplesmente não tinha como existir.

Com o passar dos anos e a evolução, muitas facilidades foram criadas a fim de dar conforto e bem-estar às pessoas. Entretanto, chegamos a um ponto crítico na história da humanidade, onde em grande parte dos países desenvolvidos o sedentarismo transcende o movimento, e o resultado deste mudança tem sido desastroso e extremamente deletério à saúde humana.

Infelizmente, grande parte das pessoas não se dá conta de que está indo absolutamente contra a natureza de nossa espécie ao passar a maior parte do tempo sentada e esquecendo de compensar essa deficiência de atividades com alguma forma de exercício. A queixa é praticamente sempre a mesma: falta de tempo… Por outro lado, é sabido também que esta “desculpa” tem um caráter de praticidade, ou seja, é mais simples usar este argumento do que buscar organizer-se para dar prioridade à saúde.

A prática de atividade física moderada é uma das principais formas de prevenção de doenças atreladas ao envelhecimento, e aqui não estamos falando nem sobre a necessidade de sermos atletas, mas sim de simplesmente buscarmos manter uma rotina semanal de exercícios. Você já sabe que cerca de 85% de sua saúde dependem exclusivamente de seus hábitos de vida, restando pouco para culparmos a genética. Então, é importante saber que este “medicamento natural” e que depende só de você está associado à preservação de Alzheimer, doenças cardiovasculares e degenerativas, diabetes, hipertensão, obesidade e inclusive o câncer.

O estresse já foi mencionado diversas vezes como o mal do nosso século. Viver sem estresse em um mundo estressante é algo praticamente inalcançável. Na realidade nosso corpo não foi feito para viver sem agentes estressores, tal como um carro não é produzido sem um sistema preparado para resistir a situações de imperfeição das rodovias, por exemplo. Nossa máquina (nosso corpo) tem um sistema “quase” perfeito, no entanto primitivo. Lendo este artigo você vai compreender o motivo pelo qual nosso sistema de estresse ainda parece estar atrasado no tempo.

A fisiologia humana e munida de um sistema que tem como função principal preservar a nossa vida. Isto é prioridade, ou seja, todas as vezes em que seu corpo entender que você está em perigo, uma reação intensa, que envolve a produção e a liberação de uma série de substâncias, terá um fim primário: a preservação da vida. Mas o que é uma situação de perigo, de vida ou morte?

Nossa capacidade evolutiva de adaptação infelizmente gera uma confusão na interpretação dos fatos, e as reações a estas situações acabam sendo inevitavelmente as mesmas de um perigo “real”, com menor ou maior intensidade, mas moduladas pelo que definimos como estresse.

O estresse está baseado, entre outros, na ativação do sistema hormonal hipófise-hipotálamo (duas glândulas que se situam dentro do cérebro), com a secreção do hormônio adrenocorticotrófico que ativa a glândula suprarrenal (também chamada de Adrenal), desencadeando uma secreção de hormônios glicocorticoides, como Cortisol. O Cortisol aumenta a quebra de proteínas nos músculos, ossos e nos tecidos linfáticos, além de inibir a síntese proteica. Isso faz com que aumente o nível de aminoácidos no sangue, que são utilizados pelo fígado para produção de glicose, aumentando também o nível de açúcar no sangue.

Toda vez que o Cortisol é aumentado, o seu corpo se prepara para uma guerra, para uma fuga, para uma situação de vida ou morte, independente de isso estar acontecendo realmente ou não.

Muitas pessoas passam a usar e abusar dos remédios para conter ansiedade, para ficar mais felizes, para dormir, e aí se segue uma sequência de drogas que viciam e infelizmente se tornaram commodities nas vidas das pessoas. Em outras palavras, a ignorância acerca dessa condição moderna e a busca pela facilidade de resolver um problema, desfocando-se dele e criando outro, está criando uma geração de dependentes químicos, por mais dura e triste que seja esta realidade.

As alterações de níveis de Cortisol provocam também sintomas comportamentais, como comer em excesso, perda de apetite, exagerado usado de bebidas alcoólicas, tabagismo, drogadição e mecanismos de enfrentamento negativas.

A expectativa de vida média alcança 75 anos no Brasil e já está em 85 anos nos países desenvolvidos. Observando a evolução da humanidade e o aumento deste índice, fica fácil e absolutamente racional chegar à conclusão de que nossos filhos viverão uma época em que o normal será ultrapassar os 100 anos. Mas com que qualidade de vida, se hoje o brasileiro, por exemplo, passa 1/5 de sua vida incapacitado? Imagine viver os últimos 20 anos de nossas vidas no futuro, sem capacidade de lembrar o nome das pessoas, sem poder viajar, passear, trabalhar, em síntese, apenas sobrevivendo?

A terapia hormonal é uma escolha de cada paciente e pode conferir qualidade de vida a homens e mulheres para alcançar uma longevidade mais saudável. Mas não basta somente a terapia para envelhecer com saúde, fatores externos como dieta alimentar balanceada, exercícios físicos e outras escolhas de estilo de vida, também são importantes. É preciso que a pessoa incorpore uma rotina regular de exercícios físicos e adote um regime nutricional equilibrado e bem orientado.
Pois é, a escolha está em suas mãos. Pesquisar, ir atrás da verdade e ter a oportunidade de viver com saúde, de não ser manipulado e ver as verdades serem escondidas, tudo depende única e exclusivamente de cada um. Independente disto, se eu conseguir mudar a vida de uma só pessoa, já estarei feliz e sentirei que fiz a minha parte.

Existem três grandes grupos de alimentos na natureza à nossa disposição. Eles são chamados de Macronutrientes: Proteínas, Gorduras e Carboidratos. Cada um tem propriedades individuais e serve para diferentes funções bioquímicas em nossos corpos, portanto, os três grupos são fundamentais, cada qual com sua particularidade.

As proteínas são formadas pela combinação entre aminoácidos, sendo que a diferença entre elas está em sua composição. Dependendo de quantos e quais aminoácidos constituem uma ou outra proteína, elas acabam servindo mais esta ou aquela função em nosso corpo. Existem as proteínas animais, que são indiscutivelmente mais completas, e as vegetais, que infelizmente sempre deixam a desejar no quesito Aminoácidos Essenciais. E as proteínas, servem pra que? Ora, para sua pele, seus olhos, ossos, coração, músculos, cabelos, ou seja, proteínas são construtoras! São os tijolos de sua casa, são a estrutura palpável de seu corpo. Até base de formação de hormônios elas são!

Algumas gorduras também são classificados como Essenciais, e são bem conhecidas de todos vocês: Ômega-3 e Ômega-6. Quero dizer, com isso que não há vida sem esses dois elementos. É importante que saibamos que as gorduras podem gerar energia, aumentar a imunidade, melhorar a capacidade cardíaca, aumentar a nossa inteligência e ser utilizadas como substrato de formação dos hormônios esteroidais.

Carboidratos na realidade são os vegetais! Verduras, saladas, leguminosas e frutas são os carboidratos “originais”, digamos assim. Pães de todos os tipos, salgadinhos, tortas, doces e tudo mais corromperam nossas inteligências e se tornaram carboidratos de escolha. Grande erro, pois à medida que aumentamos a oferta e a facilidade com que ingerimos carboidratos, estes unicamente se depositarão como reserva em forma de gordura!

Proteínas têm como função servir para uma série de coisas em seu corpo, até mesmo para gerar energia na falta de carboidratos. Se você se passar um pouco na ingestão de gorduras (de boa qualidade), poderá até utilizá-las para outras funções em seu corpo e, novamente, na falta de carboidratos, ela servirá preferencialmente para gerar energia. Mas se você se passar na quantidade e na qualidade dos carboidratos, nada será utilizado para gerar energia! Saiba que todo o excedente será armazenado em forma de gordura no corpo. Isso mesmo, aquela gordura abdominal, nas coxas, nos flancos, na papada etc. E entenda que optar pelos carboidratos corretos, como os vegetais, é uma forma absolutamente inteligente de agir. É por isso que a velha história de contar calorias é completamente absurda. Cada macronutriente tem uma função e suas calorias não podem ser comparadas entre si.