De 15 anos para cá a ocorrência de cânceres (de mama, próstata, reto, para citar alguns) e de diagnóstico de doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson intensificou-se avassaladoramente.

Faço uma pergunta para você: o que mudou em menos de duas décadas?

Será que nosso código genético, milenar,  mudou bruscamente nesse curto espaço de tempo possibilitando o desenvolvimento destas condições? Ou foi o nosso meio externo, em que vivemos, o qual sofreu tantas alterações que acabou tornando-se inóspito e tóxico para a própria existência humana?

Não é preciso pensar muito para saber a resposta. Hoje trago uma reflexão necessária acerca das escolhas diárias que fazemos e como isso afeta diretamente a nossa saúde. 

Trago ainda boas práticas de como não ser contaminado por algumas substâncias, fazendo trocas inteligentes no dia-a-dia.

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O que são substâncias tóxicas?

São todas aquelas substâncias capazes de interferir no sistema endócrino do nosso organismo, causando efeitos negativos na  reprodução, desenvolvimento, sistema neurológico e imunitário dos seres vivos.

Também conhecidas como disruptores endócrinos – desreguladores – são de diferentes classes químicas e podem ser encontradas na forma de hormônios artificiais, pesticidas, compostos utilizados na indústria do plástico, poluentes industriais, além dos metais pesados encontrados na natureza.

 

Nosso organismo é capaz de atuar como detoxificador

Estamos prontos a lidar com a exposição aos metais pesados, por exemplo, porém em pequenas quantidades.

As mesmas quantidades as quais seríamos expostos inevitavelmente, através dos fenômenos naturais.

O problema se inicia quando passamos a extrair estes metais pesados da natureza, alterando e espalhando a localização destas substâncias ao ponto de que hoje nos alcançam em maior quantidade e frequência.

O efeito foi tamanho que hoje, ao se realizar um exame sanguíneo, existe uma porcentagem considerada “normal” de chumbo e de outros metais pesados presentes no organismo do ser humano.

Os exames de sangue partem do padrão de normalidade, ou seja, do que está na média da população.

Assim sendo, quando se fala de “níveis normais de chumbo no sangue”, estamos falando de uma intoxicação generalizada que é a média da grande população!

Estes metais não fazem e nunca fizeram parte da nossa bio identidade, ou seja, não deveriam estar sequer em nossa corrente sanguínea, muito menos considerados como “normais” ou “naturais” se ali estiverem.

Paralelamente, o uso indiscriminado de agrotóxicos e compostos químicos utilizados amplamente pela indústria já se instalaram em nosso cotidiano, e escapar da influência dessas substâncias tornou-se uma tarefa nada fácil.

 

Como não ser contaminado

As fontes de intoxicação são múltiplas, muitas das quais ainda desconhecidas.

No mundo em que vivemos, não é possível pensarmos em evitar completamente a nossa exposição a esses disruptores.

Existem algumas escolhas, entretanto, que podemos fazer para minimizar ao máximo a contaminação.

Deixo algumas práticas a seguir que você pode adotar, caso essa seja a sua vontade: 

 

  • Evitar tomar banhos muito quentes e frequentar piscinas aquecidas. O cloro presente na água que ingerimos e nos banhamos já é nocivo por si só, porém, quando é eliminado na forma de vapor – o cloro metano – se torna especialmente agressivo para o ser humano: atacando de forma direta nossos neurônios.

 

  • Sabe aquele pãozinho francês airado da padaria da esquina que você não vive sem? Pois é, esse pãozinho está absolutamente cheio de bromo, substância extremamente tóxica e amplamente utilizada por muitas padarias já que auxilia no aumento da levedura e do crescimento das massas.
O pão que temos hoje não é saudável, vicial, mas em outras épocas tinha um papel importante frente ao estilo de vida e situação que se vivia. Te convido a ler meu post “O Pão que Jesus Comia não é o Mesmo que você Come”. 

 

  • Ficar atento para os produtos de higiene pessoal, principalmente por se tratarem de produtos de uso diário. Existem alternativas no mercado à maioria deles: opte se possível por pastas de dente sem flúor e sem Triclosan – substância ligada ao aparecimento de doenças hepáticas como cirrose e tumores.

 

 

  • Desodorantes sem parabenos e sem alumínio.  Existem opções online em lojas voltadas à produtos naturais. A utilização do leite de magnésia como substituto pode ainda ser uma boa opção.

 

  • Nunca aqueça alimentos em recipientes de plástico no microondas. Na verdade, o uso do microondas por si só já não é o ideal, mas se for necessário, dê preferência para recipientes de vidro ou cerâmica.
Um estudo publicado no Environmental Health Perspectives, em Boston, identificou que a substância tóxica ftalato, utilizada para dar maleabilidade aos plásticos, pode estar associada ao desenvolvimento da diabetes. Você pode conhecer mais sobre a diabetes aqu. 

 

  • Aguarde alguns minutos com as janelas e portas de seu carro aberto, principalmente se ele ficou no sol por um período de tempo.

 

  • Nas maquiagens, opte por versões atóxicas. As marcas tradicionais possuem alta concentração de corantes sintéticos, derivados do petróleo ou alcatrão do carvão, que além de causarem irritações na pele, são potenciais cancerígenos.

 

  • Evitar garrafinhas de plástico. Em dias quentes ou se deixadas ao sol ou dentro do carro, o plástico presente na embalagem contamina a água que ingerimos com uma substância chamada antimônio, causadora de problemas de saúde. Dê preferência para recipientes de vidro, ou ainda, para as águas minerais embaladas o mais próximo de onde você vive, para tentar minimizar esta exposição ao tempo e contaminação.
Você sabe escolher sua água? Os maiores especialistas e estudiosos da água, têm comprovado através de estudos importantes que toda água não é igual. E mais: é a estrutura da água dentro dos nossos corpos que determina, em última instância, saúde ou doença. Leia mais sobre o assunto aqui. 

 

  • Panelas de alumínio não são recomendadas para o uso. Indico as opções de barro, cerâmica ou ferro para cozinhar seu alimento sem o risco de contaminação. O alumínio está ligado ao desenvolvimento de uma série de malefícios a saúde incluindo: Alzheimer e de Parkinson, doenças do sistema esquelético (como alterações do metabolismo do cálcio – raquitismo), à constipação intestinal, hematológico (do sangue), fadiga e alterações neurológicas com graves danos ao tecido cerebral.

 

A decisão é sua

A resposta para evitar as doenças é ficar mais saudável.

O tipo de informação que apresentei neste post geralmente é causadora de polêmica. Enquanto não existam evidências matemáticas, quando se fala de saúde, existe um conceito chamado “dúvida razoável”.

Esta dúvida razoável se mantém através de uma observação real, empírica, dos efeitos que aqui alerto.

Quando existe a possibilidade de que algo vá agir contra a sua saúde, o mais lógico é que as pessoas se abstenham de utilizar ou de praticar tal ação, não é verdade?

De qualquer maneira, a decisão acerca da sua saúde sempre será sua.

Meu propósito é que você viva mais e melhor.

Para isso, tento alertar e transmitir o máximo que posso de meu conhecimento e estudos sobre uma medicina integrativa, a favor da saúde, da prevenção e da longevidade, esperando que você a partir de suas próprias conclusões, tome a decisão que achar mais coerente. 

 

Dr. Victor Sorrentino