Dieta Cetogênica: O que é e Como funciona
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Dieta Cetogênica: O que é e Como funciona

A dieta em evidência propõe menos carboidrato e menos fome! Vou falar hoje sobre a dieta cetogênica: o que é e como funciona.

 

A história

A história deste método começou na década de 20 como uma alternativa para tratar pacientes com epilepsia com muito sucesso.

Entretanto a dieta se popularizou nos anos 70 quando o filho de um produtor americano muito famoso utilizou a dieta cetogênica e conseguiu controlar o problema. Ele sofria cerca de 5 convulsões por dia e depois de começar a dieta, passou a não ter nenhuma.

Já na década de 80, uma médica americana tratou seu marido que apresentava mal de Alzheimer em um estágio avançado com a dieta cetogênica. Ela se utilizou da inclusão de triglicerídeos de cadeia média, assim como os presentes no óleo de coco.

Esta médica inclusive escreveu um livro muito interessante contando a evolução do caso do marido, e também as reversões que ela conseguiu fazer. Ela conseguiu fazer ele voltar a caminhar e dirigir, tudo através da dieta cetogênica, realmente conseguiu um progresso grande.

 

O que é exatamente a dieta cetogênica

A estratégia presente na dieta é um rearranjo alternativo entre os macronutrientes que devem compor a alimentação. Aqui, a grande fonte de energia passa a ser as gorduras.

Você sabia que consumir gorduras pode ser bom para o seu organismo? Leia o meu artigo: SIM, Você Deveria Ingerir Gorduras. Clique aqui!

As proteínas permanecem sendo consumidas em quantidades adequadas, e os carboidratos em quantidades mínimas. O processo fisiológico do corpo humano é quebrar a gordura em ácidos graxos e corpos cetônicos para obter energia suficiente para os processos celulares.

Sem carboidratos, o corpo é praticamente forçado a quebrar além da gordura que vem dos alimentos, aquela que já está acumulada, a gordura se acumula geralmente devido aos excessos de carboidratos na alimentação, e esse processo todo acaba levando a perder peso.

 

A evolução da dieta lowcarb

Na dieta lowcarb, o consumo de carboidratos é reduzido. Assim, ingerindo mais proteína e gordura, é possível aumentar a sensação de saciedade, o que leva diretamente ao emagrecimento saudável.

Eu considero a dieta cetogênica uma evolução da dieta lowcarb. A dieta cetogênica consiste em reduzir mais drasticamente ainda a quantidade de carboidratos ingerida.

O princípio parte do pressuposto de que diminuindo o consumo do carboidrato, também baixa o estímulo à insulina. Acaba por melhorar o perfil da insulina, aumentando a sua resistência e diminuindo as chances de desenvolver diversos males como diabetes, aterosclerose e até doenças cardiovasculares.

Na dieta cetogênica o consumo de carboidratos é ainda mais baixo portanto os benefícios se potencializam. Nela, o consumo de carboidratos recomendado se limita a no máximo 50g por dia.

Assista meu vídeo sobre dieta Lowcarb aqui!

 

O que acontece no corpo

Os corpos cetônicos são as substâncias formadas pelo fígado depois de processar os ácidos graxos provenientes da gordura ingerida.

O nome dieta cetogênica vem do fato do que os níveis dos corpos cetônicos aumentam quando se pratica esse tipo de alimentação, e eles serão os responsáveis por aumentar substancialmente a energia do cérebro.

O corpo entra em um estado de cetose, e leva a uma otimização da quebra da gordura para obter energia, já que não existe energia suficiente proveniente dos carboidratos. 

Além de tudo isso, o consumo mínimo de carboidratos leva a diminuir os níveis de insulina, o que acaba prevenindo a diabetes e doenças cardiovasculares.

 

Os benefícios

A grande vantagem mora no fato de que, ao baixar muito a quantidade de carboidratos, a insulina também acompanha essa baixa. Quem tem pré-diabetes vai ter uma regressão, quem já tem diabetes e toma medicamento também pode experimentar uma regressão do quadro.

Além da insulina, o corpo todo entra em um estado de sobrevivência positiva. Ele precisa arranjar uma outra fonte de energia para o cérebro.

Importante salientar que os carboidratos são macronutrientes que não são essenciais à vida. Eles não desempenham nenhum papel especial. E o nosso corpo é biologicamente preparado para enfrentar longos períodos de jejum.

Quer entender melhor sobre o jejum intermitente? Clique aqui e acesse o meu artigo Jejum Intermitente: Mito e Benefícios.

O que acontece durante a dieta cetogênica é que o corpo começa a produzir corpos cetônicos e estes vão servir de combustível para o cérebro. Servindo assim, eles acabam diminuindo a necessidade de consumir carboidratos.

 

O período de adaptação

Como toda dieta, a cetogênica tem um período de adaptação. O período de adaptação é necessário, pois o corpo não está totalmente acostumado e já começa a ficar preparado pra isso.

O corpo vai tentar buscar carboidrato. Isso acontece por força do hábito. Estamos acostumados a consumir carboidrato a toda hora, portanto o corpo vai ficar pedindo isso sim no começo. A produção de corpos cetônicos através da gordura não é um mecanismo controlável pelo corpo. E é isso que vai gerar a energia para ser o combustível para o cérebro.

Quando este mecanismo é acionado e o cérebro começa a se adaptar, o que pode levar em torno de 3 a 10 dias. Isso quer dizer que pode levar  cerca de 10 dias para o seu corpo se acostumar a dieta cetogênica. Porém isso pode variar de pessoa para pessoa.

 

O que pode comer

O cardápio da dieta é recheado de ovos, carnes bovinas, suínas e peixes. Legumes selecionados, algumas frutas e vegetais selecionados, abacate e frutas oleaginosas como amêndoas e castanhas, gorduras boas como óleo de coco e manteiga.

Sim, as opções são limitadas. Estas opções devem ser calculadas de acordo com as quantidades de carboidratos que cada pessoa necessita. Esta quantidade será decidida pelo profissional que irá acompanhar sua dieta.  Este também deve indicar o tempo determinado que seguirá com este plano de alimentação.

É necessária a ajuda e acompanhamento de um profissional pois cada organismo é diferente, portanto as necessidades variam a cada caso. Este é o melhor modelo alimentar para a compulsão alimentar, pois a pessoa permanece extremamente saciada.

 

Mais benefícios

Quando o processo de adaptação estiver concluído, o corpo passa a experimentar uma fonte de energia que consegue gerar muito mais energia do que o próprio carboidrato.

A dieta cetogênica alimenta o cérebro de uma forma que não deixa acontecer a baixa de energia. E mais ainda, consegue regular algumas funções cerebrais, como no caso da epilepsia. Tanto é, que a grande maioria dos epiléticos, quando começa a ser tratado com esta dieta, consegue até eliminar medicamentos.

Para concluir, entenda que na dieta cetogênica, com menos carboidrato e menos insulina, o nível de energia aumenta e acontece algo incrível: a fome diminui. Os hormônios que sinalizam a saciedade se elevam e os que sinalizam fome acabam estando menos presentes.

 

Meus conselhos

Fica aqui o meu alerta de que uma dieta cetogênica sempre deve ser acompanhada por um profissional. Portanto caso ache que é o plano alimentar ideal para o seu caso, procure ajuda profissional de um médico e/ou nutricionista.

Em geral os resultados são muito positivos, mas cada organismo é diferente, as diversidades devem ser consideradas para assim setar o melhor para cada um.

Victor Sorrentino

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Todos sabem que não há vida sem água e que devemos tomar água diariamente para nos mantermos hidratados. Mas se é uma substância tão importante, não deveríamos saber mais sobre como escolher a água que vamos beber? O assunto é de suma importância para a saúde das pessoas, mas a falta de conhecimento faz com que praticamente a totalidade da população mundial passe ao largo de todos os benefícios que uma água de boa qualidade pode proporcionar, pois não há orientação na hora de escolher esta substância vital. As pessoas ficam à mercê das informações publicitárias das empresas que se favorecem da venda de água e que, muitas vezes, não têm o compromisso com a saúde do consumidor, mas sim com o lucro do seu produto.

A água é o mais abundante constituinte do corpo humano. Um indivíduo de 70 kg, por exemplo, tem aproximadamente 42 litros de água no corpo. Somos, sim, “aquários ambulantes”, e desta foma é possível imaginar que nossas células sejam os peixes desse aquário. Caso o peixe esteja doente e a água estiver inadequada, não adianta tratar só o peixe e colocá-lo na mesma água: deveríamos trocar a água ou tratá-la.

Entretanto, a medicina só pensa nos solutos, raramente nos solventes. Para se ter ideia das proporções deste elemento, sabe-se que o corpo de um recém-nascido é constituído de mais de 80% de água, o corpo de um adulto não desidratado é constituído por 69% de água e o corpo de um idoso é constituído de pouco mais de 50% de água. Ela constitui 85% do cérebro, 92% do sangre e 87% do fígado.

É fundamental o conhecimento das propriedades da água, para que se possa aproveitar os benefícios que este elemento pode oferecer. E é realmente fundamental que haja um esforço no sentido de informar a população sobre este elemento essencial à vida e que pode ter ação medicinal diariamente!

O ser humano foi criado para estar em movimento. Nossa estrutura biológica conta com um sistema muito bem organizado para possibilitar-nos mobilidade. Se pensarmos bem, o homem foi inserido em um mundo onde para tudo era necessário o movimento. Alimentos vinham essencialmente da caça e de vegetais, a locomoção dependia exclusivamente das pernas. Ou seja: sedentarismo era algo que simplesmente não tinha como existir.

Com o passar dos anos e a evolução, muitas facilidades foram criadas a fim de dar conforto e bem-estar às pessoas. Entretanto, chegamos a um ponto crítico na história da humanidade, onde em grande parte dos países desenvolvidos o sedentarismo transcende o movimento, e o resultado deste mudança tem sido desastroso e extremamente deletério à saúde humana.

Infelizmente, grande parte das pessoas não se dá conta de que está indo absolutamente contra a natureza de nossa espécie ao passar a maior parte do tempo sentada e esquecendo de compensar essa deficiência de atividades com alguma forma de exercício. A queixa é praticamente sempre a mesma: falta de tempo… Por outro lado, é sabido também que esta “desculpa” tem um caráter de praticidade, ou seja, é mais simples usar este argumento do que buscar organizer-se para dar prioridade à saúde.

A prática de atividade física moderada é uma das principais formas de prevenção de doenças atreladas ao envelhecimento, e aqui não estamos falando nem sobre a necessidade de sermos atletas, mas sim de simplesmente buscarmos manter uma rotina semanal de exercícios. Você já sabe que cerca de 85% de sua saúde dependem exclusivamente de seus hábitos de vida, restando pouco para culparmos a genética. Então, é importante saber que este “medicamento natural” e que depende só de você está associado à preservação de Alzheimer, doenças cardiovasculares e degenerativas, diabetes, hipertensão, obesidade e inclusive o câncer.

O estresse já foi mencionado diversas vezes como o mal do nosso século. Viver sem estresse em um mundo estressante é algo praticamente inalcançável. Na realidade nosso corpo não foi feito para viver sem agentes estressores, tal como um carro não é produzido sem um sistema preparado para resistir a situações de imperfeição das rodovias, por exemplo. Nossa máquina (nosso corpo) tem um sistema “quase” perfeito, no entanto primitivo. Lendo este artigo você vai compreender o motivo pelo qual nosso sistema de estresse ainda parece estar atrasado no tempo.

A fisiologia humana e munida de um sistema que tem como função principal preservar a nossa vida. Isto é prioridade, ou seja, todas as vezes em que seu corpo entender que você está em perigo, uma reação intensa, que envolve a produção e a liberação de uma série de substâncias, terá um fim primário: a preservação da vida. Mas o que é uma situação de perigo, de vida ou morte?

Nossa capacidade evolutiva de adaptação infelizmente gera uma confusão na interpretação dos fatos, e as reações a estas situações acabam sendo inevitavelmente as mesmas de um perigo “real”, com menor ou maior intensidade, mas moduladas pelo que definimos como estresse.

O estresse está baseado, entre outros, na ativação do sistema hormonal hipófise-hipotálamo (duas glândulas que se situam dentro do cérebro), com a secreção do hormônio adrenocorticotrófico que ativa a glândula suprarrenal (também chamada de Adrenal), desencadeando uma secreção de hormônios glicocorticoides, como Cortisol. O Cortisol aumenta a quebra de proteínas nos músculos, ossos e nos tecidos linfáticos, além de inibir a síntese proteica. Isso faz com que aumente o nível de aminoácidos no sangue, que são utilizados pelo fígado para produção de glicose, aumentando também o nível de açúcar no sangue.

Toda vez que o Cortisol é aumentado, o seu corpo se prepara para uma guerra, para uma fuga, para uma situação de vida ou morte, independente de isso estar acontecendo realmente ou não.

Muitas pessoas passam a usar e abusar dos remédios para conter ansiedade, para ficar mais felizes, para dormir, e aí se segue uma sequência de drogas que viciam e infelizmente se tornaram commodities nas vidas das pessoas. Em outras palavras, a ignorância acerca dessa condição moderna e a busca pela facilidade de resolver um problema, desfocando-se dele e criando outro, está criando uma geração de dependentes químicos, por mais dura e triste que seja esta realidade.

As alterações de níveis de Cortisol provocam também sintomas comportamentais, como comer em excesso, perda de apetite, exagerado usado de bebidas alcoólicas, tabagismo, drogadição e mecanismos de enfrentamento negativas.

A expectativa de vida média alcança 75 anos no Brasil e já está em 85 anos nos países desenvolvidos. Observando a evolução da humanidade e o aumento deste índice, fica fácil e absolutamente racional chegar à conclusão de que nossos filhos viverão uma época em que o normal será ultrapassar os 100 anos. Mas com que qualidade de vida, se hoje o brasileiro, por exemplo, passa 1/5 de sua vida incapacitado? Imagine viver os últimos 20 anos de nossas vidas no futuro, sem capacidade de lembrar o nome das pessoas, sem poder viajar, passear, trabalhar, em síntese, apenas sobrevivendo?

A terapia hormonal é uma escolha de cada paciente e pode conferir qualidade de vida a homens e mulheres para alcançar uma longevidade mais saudável. Mas não basta somente a terapia para envelhecer com saúde, fatores externos como dieta alimentar balanceada, exercícios físicos e outras escolhas de estilo de vida, também são importantes. É preciso que a pessoa incorpore uma rotina regular de exercícios físicos e adote um regime nutricional equilibrado e bem orientado.
Pois é, a escolha está em suas mãos. Pesquisar, ir atrás da verdade e ter a oportunidade de viver com saúde, de não ser manipulado e ver as verdades serem escondidas, tudo depende única e exclusivamente de cada um. Independente disto, se eu conseguir mudar a vida de uma só pessoa, já estarei feliz e sentirei que fiz a minha parte.

Existem três grandes grupos de alimentos na natureza à nossa disposição. Eles são chamados de Macronutrientes: Proteínas, Gorduras e Carboidratos. Cada um tem propriedades individuais e serve para diferentes funções bioquímicas em nossos corpos, portanto, os três grupos são fundamentais, cada qual com sua particularidade.

As proteínas são formadas pela combinação entre aminoácidos, sendo que a diferença entre elas está em sua composição. Dependendo de quantos e quais aminoácidos constituem uma ou outra proteína, elas acabam servindo mais esta ou aquela função em nosso corpo. Existem as proteínas animais, que são indiscutivelmente mais completas, e as vegetais, que infelizmente sempre deixam a desejar no quesito Aminoácidos Essenciais. E as proteínas, servem pra que? Ora, para sua pele, seus olhos, ossos, coração, músculos, cabelos, ou seja, proteínas são construtoras! São os tijolos de sua casa, são a estrutura palpável de seu corpo. Até base de formação de hormônios elas são!

Algumas gorduras também são classificados como Essenciais, e são bem conhecidas de todos vocês: Ômega-3 e Ômega-6. Quero dizer, com isso que não há vida sem esses dois elementos. É importante que saibamos que as gorduras podem gerar energia, aumentar a imunidade, melhorar a capacidade cardíaca, aumentar a nossa inteligência e ser utilizadas como substrato de formação dos hormônios esteroidais.

Carboidratos na realidade são os vegetais! Verduras, saladas, leguminosas e frutas são os carboidratos “originais”, digamos assim. Pães de todos os tipos, salgadinhos, tortas, doces e tudo mais corromperam nossas inteligências e se tornaram carboidratos de escolha. Grande erro, pois à medida que aumentamos a oferta e a facilidade com que ingerimos carboidratos, estes unicamente se depositarão como reserva em forma de gordura!

Proteínas têm como função servir para uma série de coisas em seu corpo, até mesmo para gerar energia na falta de carboidratos. Se você se passar um pouco na ingestão de gorduras (de boa qualidade), poderá até utilizá-las para outras funções em seu corpo e, novamente, na falta de carboidratos, ela servirá preferencialmente para gerar energia. Mas se você se passar na quantidade e na qualidade dos carboidratos, nada será utilizado para gerar energia! Saiba que todo o excedente será armazenado em forma de gordura no corpo. Isso mesmo, aquela gordura abdominal, nas coxas, nos flancos, na papada etc. E entenda que optar pelos carboidratos corretos, como os vegetais, é uma forma absolutamente inteligente de agir. É por isso que a velha história de contar calorias é completamente absurda. Cada macronutriente tem uma função e suas calorias não podem ser comparadas entre si.