Exercícios na terceira idade: como auxiliam o combate ao envelhecimento?

Exercícios na terceira idade: como auxiliam o combate ao envelhecimento?

Você sabia que é possível evitar o desgaste muscular e imunológico causados pelo envelhecimento com exercícios físicos?

Isso é o que mostra dois estudos conduzidos por dois ciclistas que já vivem plenamente a terceira idade.

Infelizmente, não é tão comum ver idosos com rotinas de práticas de exercícios físicos.

A realidade é que o envelhecimento é inevitável, porém, seus efeitos no organismo podem variar de acordo com o estilo de vida de cada pessoa.

Estima-se que apenas 10% da parcela da população acima de 65 anos mantém-se realizando atividades físicas regulares.

É por isso que vemos como “normais” algumas disfunções trazidas pelo envelhecimento baseando em como idosos sedentários reagem à passagem do tempo.

Esses estudos trouxeram uma perspectiva nova sobre o envelhecimento e foram parar no The New York Times.

O impacto dos exercícios na longevidade saudável

Um grupo de idosos que mantiveram as atividades físicas regulares, entre 55 e 79 anos, participaram dos estudos. Embora praticassem ciclismo há décadas e pedalaram por volta de 644 quilômetros por mês, nenhum era atleta competitivo.

Para dar início ao estudo, em 2014, na primeira fase, uma gama de características cognitivas, metabólicas, cardiovasculares, endócrinas, neuromusculares, de força óssea e bem-estar foram medidas e comparadas aos mesmos marcadores de idosos sedentários e também de pessoas bem mais jovens e sedentárias.

Os ciclistas tiveram melhores reflexos cognitivos, memória e perfil metabólico mais próximos das pessoas mais jovens do que aqueles que não se exercitavam.

Porém, a avaliação deixou dúvidas sobre como os exercícios físicos impactavam no sistema imunológico. Por isso, outro estudo foi conduzido.

Exercícios físicos e saúde muscular

Os novos estudos focaram na melhoria do sistema muscular de 90 desses ciclistas.

O objetivo era comparar marcadores de saúde e função muscular conforme as faixas de idade desses ciclistas: por exemplo, se o condicionamento dos músculos do grupo de 70 anos era similar aos de 50 anos.

A conclusão foi de que a prática de atividades alterou e desacelerou o que é considerado o “normal” do arco de declínio muscular.

O grupo de ciclistas, ainda, teve a sua imunidade comparada à imunidade de idosos sedentários e de pessoas de 30 anos, por meio de exames de sangue.

A conclusão foi de que, biologicamente, o grupo de idosos ciclistas é mais saudável e sua composição muscular é mais robusta e forte.

A produção das células T regulatórias, responsáveis pela manutenção imunológica, foi tão intensa quanto a de pessoas jovens.

Enquanto isso, os idosos sedentários contavam com declínio na produção de células protetoras do sistema imune.

Isso porque a glândula timo, que produz tais células, encontrava-se atrofiado no grupo sedentário.

Entre o grupo de ciclistas, além das células T regulatórias, outras células que regem o sistema imune também eram abundantes, o que reduzia os riscos de desenvolvimento das doenças autoimunes.

Relação entre os estudos

Os pesquisadores acreditam que os estudos estão relacionados, em especial, porque a saúde muscular estimula a produção dos hormônios favoráveis ao timo.

Assim, quanto mais massa de músculo, maior a produção desses hormônios.

Embora alguns ciclistas demonstraram sinais de senescência e menor imunidade em relação às células T, e também não seja possível mensurar se pessoas acima de 60 anos que nunca se exercitaram ao longo da vida contem com os benefícios da mesma maneira, os responsáveis pelo estudo ressaltam a importância de olhar para a velhice com um novo ângulo. De que, sim, é possível evitar muitos dos infortúnios do avançar da idade.

Até a próxima!

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