HIPOTIREOIDISMO: Investigação e Diagnóstico
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HIPOTIREOIDISMO: Investigação e Diagnóstico

Geralmente encontramos opiniões que relacionam o hipotireoidismo apenas com o ganho de peso e a maior dificuldade no emagrecimento, entretanto hoje podemos dizer que a questão é bem mais ampla.

Atualmente podemos citar muitos possíveis sinais e sintomas do hipotireoidismo como:

  • Obesidade
  • Hipotensão
  • Infertilidade
  • Hipotermia
  • Ressecamento da pele
  • Queda de cabelos
  • Voz rouca
  • Ansiedade
  • Hiporreflexia
  • Letargia
  • Falta de concentração
  • Depressão
  • Agitação
  • Insônia
  • Fadiga
  • Constipação, e até a cefaleia.

 

O grande problema é o diagnóstico. Na maioria das vezes, não é realizado e, quando feito, cerca de 50 a 60% dos pacientes com hipotireoidismo tratados somente com T4 (Levotiroxina) infelizmente não respondem corretamente.

 

Somente uma investigação intensa pode levar a um diagnóstico real

Por que? Pois a tireoide é uma glândula extremamente complexa, onde são necessários diversos nutrientes específicos para que sua produção consiga ser eficaz. Pois digo que podemos considerar semelhante uma situação onde existe uma fábrica de automóveis com problema na produção, e a única preocupação do dono continua sendo somente produzir mais carros, sem buscar melhorar a própria fábrica!

 

Além disto, o hormônio ativo da tireoide, o qual denominado T3, necessita ser além de produzido, principalmente convertido, ou seja, através da tireoide e através de uma operação metabólica onde o hormônio T4 se transforma em T3. E para tal, uma verdadeira orquestra de micronutrientes deve estar preparada. Mas nem mesmo assim, parte das pessoas conseguem de fato realizar esta conversão fundamental.

 

O grande problema é que este hormônio não existe, pronto, para ser comprado em farmácias no Brasil. Portanto note que se não solicitarmos exames para verificar estes outros micronutrientes essenciais ao bom funcionamento da Tireoide e à produção do T3, tais como níveis de Selênio, Iodo, Zinco e do próprio T3, seus índices podem permanecer baixos.

 

E o alerta é que este hormônio fundamental, tão essencial,  é o único hormônio do corpo que todo e qualquer sistema e célula tem receptor, além da Vitamina D3, também considerada um hormônio. Isto quer dizer que o hormônio deve ser medido sempre? Aí entramos em um campo polêmico, onde não existe consenso. O fato é que muitos casos necessitam, outros não.

 

O T3 é o hormônio tireoidiano mais potente, deste modo, segundo estudos, pode ser necessário incluí-lo no tratamento de reposição de pacientes. Pode ser necessário também a presença de selênio, zinco, cobre, iodo, Vitaminas A, C, B2, B3, B6, Vitamina D3, para o perfeito funcionamento tireoidiano.

 

Existem ainda as deficiências hormonais que dificultam a conversão de T4 em T3 e devem ser verificadas, pois hormônios como GH, Melatonina, Testosterona, Progesterona e Cortisol têm grande influência sobre a glândula tireoide. Principalmente nos casos das mulheres usuárias das terríveis pílulas anticoncepcionais.

 

A clínica é soberana, devemos ouvir mais o paciente e confiar menos em somente números de “normalidade” em exames baseados em medidas estatísticas. Cada investigação, assim como cada pessoa, cada organismo, é único, e no momento em que a proposta é investigar, investigue a fundo, esgote as possibilidades, assim as chances de sucesso são maiores.

 

Dr. Victor Sorrentino

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Todos sabem que não há vida sem água e que devemos tomar água diariamente para nos mantermos hidratados. Mas se é uma substância tão importante, não deveríamos saber mais sobre como escolher a água que vamos beber? O assunto é de suma importância para a saúde das pessoas, mas a falta de conhecimento faz com que praticamente a totalidade da população mundial passe ao largo de todos os benefícios que uma água de boa qualidade pode proporcionar, pois não há orientação na hora de escolher esta substância vital. As pessoas ficam à mercê das informações publicitárias das empresas que se favorecem da venda de água e que, muitas vezes, não têm o compromisso com a saúde do consumidor, mas sim com o lucro do seu produto.

A água é o mais abundante constituinte do corpo humano. Um indivíduo de 70 kg, por exemplo, tem aproximadamente 42 litros de água no corpo. Somos, sim, “aquários ambulantes”, e desta foma é possível imaginar que nossas células sejam os peixes desse aquário. Caso o peixe esteja doente e a água estiver inadequada, não adianta tratar só o peixe e colocá-lo na mesma água: deveríamos trocar a água ou tratá-la.

Entretanto, a medicina só pensa nos solutos, raramente nos solventes. Para se ter ideia das proporções deste elemento, sabe-se que o corpo de um recém-nascido é constituído de mais de 80% de água, o corpo de um adulto não desidratado é constituído por 69% de água e o corpo de um idoso é constituído de pouco mais de 50% de água. Ela constitui 85% do cérebro, 92% do sangre e 87% do fígado.

É fundamental o conhecimento das propriedades da água, para que se possa aproveitar os benefícios que este elemento pode oferecer. E é realmente fundamental que haja um esforço no sentido de informar a população sobre este elemento essencial à vida e que pode ter ação medicinal diariamente!

O ser humano foi criado para estar em movimento. Nossa estrutura biológica conta com um sistema muito bem organizado para possibilitar-nos mobilidade. Se pensarmos bem, o homem foi inserido em um mundo onde para tudo era necessário o movimento. Alimentos vinham essencialmente da caça e de vegetais, a locomoção dependia exclusivamente das pernas. Ou seja: sedentarismo era algo que simplesmente não tinha como existir.

Com o passar dos anos e a evolução, muitas facilidades foram criadas a fim de dar conforto e bem-estar às pessoas. Entretanto, chegamos a um ponto crítico na história da humanidade, onde em grande parte dos países desenvolvidos o sedentarismo transcende o movimento, e o resultado deste mudança tem sido desastroso e extremamente deletério à saúde humana.

Infelizmente, grande parte das pessoas não se dá conta de que está indo absolutamente contra a natureza de nossa espécie ao passar a maior parte do tempo sentada e esquecendo de compensar essa deficiência de atividades com alguma forma de exercício. A queixa é praticamente sempre a mesma: falta de tempo… Por outro lado, é sabido também que esta “desculpa” tem um caráter de praticidade, ou seja, é mais simples usar este argumento do que buscar organizer-se para dar prioridade à saúde.

A prática de atividade física moderada é uma das principais formas de prevenção de doenças atreladas ao envelhecimento, e aqui não estamos falando nem sobre a necessidade de sermos atletas, mas sim de simplesmente buscarmos manter uma rotina semanal de exercícios. Você já sabe que cerca de 85% de sua saúde dependem exclusivamente de seus hábitos de vida, restando pouco para culparmos a genética. Então, é importante saber que este “medicamento natural” e que depende só de você está associado à preservação de Alzheimer, doenças cardiovasculares e degenerativas, diabetes, hipertensão, obesidade e inclusive o câncer.

O estresse já foi mencionado diversas vezes como o mal do nosso século. Viver sem estresse em um mundo estressante é algo praticamente inalcançável. Na realidade nosso corpo não foi feito para viver sem agentes estressores, tal como um carro não é produzido sem um sistema preparado para resistir a situações de imperfeição das rodovias, por exemplo. Nossa máquina (nosso corpo) tem um sistema “quase” perfeito, no entanto primitivo. Lendo este artigo você vai compreender o motivo pelo qual nosso sistema de estresse ainda parece estar atrasado no tempo.

A fisiologia humana e munida de um sistema que tem como função principal preservar a nossa vida. Isto é prioridade, ou seja, todas as vezes em que seu corpo entender que você está em perigo, uma reação intensa, que envolve a produção e a liberação de uma série de substâncias, terá um fim primário: a preservação da vida. Mas o que é uma situação de perigo, de vida ou morte?

Nossa capacidade evolutiva de adaptação infelizmente gera uma confusão na interpretação dos fatos, e as reações a estas situações acabam sendo inevitavelmente as mesmas de um perigo “real”, com menor ou maior intensidade, mas moduladas pelo que definimos como estresse.

O estresse está baseado, entre outros, na ativação do sistema hormonal hipófise-hipotálamo (duas glândulas que se situam dentro do cérebro), com a secreção do hormônio adrenocorticotrófico que ativa a glândula suprarrenal (também chamada de Adrenal), desencadeando uma secreção de hormônios glicocorticoides, como Cortisol. O Cortisol aumenta a quebra de proteínas nos músculos, ossos e nos tecidos linfáticos, além de inibir a síntese proteica. Isso faz com que aumente o nível de aminoácidos no sangue, que são utilizados pelo fígado para produção de glicose, aumentando também o nível de açúcar no sangue.

Toda vez que o Cortisol é aumentado, o seu corpo se prepara para uma guerra, para uma fuga, para uma situação de vida ou morte, independente de isso estar acontecendo realmente ou não.

Muitas pessoas passam a usar e abusar dos remédios para conter ansiedade, para ficar mais felizes, para dormir, e aí se segue uma sequência de drogas que viciam e infelizmente se tornaram commodities nas vidas das pessoas. Em outras palavras, a ignorância acerca dessa condição moderna e a busca pela facilidade de resolver um problema, desfocando-se dele e criando outro, está criando uma geração de dependentes químicos, por mais dura e triste que seja esta realidade.

As alterações de níveis de Cortisol provocam também sintomas comportamentais, como comer em excesso, perda de apetite, exagerado usado de bebidas alcoólicas, tabagismo, drogadição e mecanismos de enfrentamento negativas.

A expectativa de vida média alcança 75 anos no Brasil e já está em 85 anos nos países desenvolvidos. Observando a evolução da humanidade e o aumento deste índice, fica fácil e absolutamente racional chegar à conclusão de que nossos filhos viverão uma época em que o normal será ultrapassar os 100 anos. Mas com que qualidade de vida, se hoje o brasileiro, por exemplo, passa 1/5 de sua vida incapacitado? Imagine viver os últimos 20 anos de nossas vidas no futuro, sem capacidade de lembrar o nome das pessoas, sem poder viajar, passear, trabalhar, em síntese, apenas sobrevivendo?

A terapia hormonal é uma escolha de cada paciente e pode conferir qualidade de vida a homens e mulheres para alcançar uma longevidade mais saudável. Mas não basta somente a terapia para envelhecer com saúde, fatores externos como dieta alimentar balanceada, exercícios físicos e outras escolhas de estilo de vida, também são importantes. É preciso que a pessoa incorpore uma rotina regular de exercícios físicos e adote um regime nutricional equilibrado e bem orientado.
Pois é, a escolha está em suas mãos. Pesquisar, ir atrás da verdade e ter a oportunidade de viver com saúde, de não ser manipulado e ver as verdades serem escondidas, tudo depende única e exclusivamente de cada um. Independente disto, se eu conseguir mudar a vida de uma só pessoa, já estarei feliz e sentirei que fiz a minha parte.

Existem três grandes grupos de alimentos na natureza à nossa disposição. Eles são chamados de Macronutrientes: Proteínas, Gorduras e Carboidratos. Cada um tem propriedades individuais e serve para diferentes funções bioquímicas em nossos corpos, portanto, os três grupos são fundamentais, cada qual com sua particularidade.

As proteínas são formadas pela combinação entre aminoácidos, sendo que a diferença entre elas está em sua composição. Dependendo de quantos e quais aminoácidos constituem uma ou outra proteína, elas acabam servindo mais esta ou aquela função em nosso corpo. Existem as proteínas animais, que são indiscutivelmente mais completas, e as vegetais, que infelizmente sempre deixam a desejar no quesito Aminoácidos Essenciais. E as proteínas, servem pra que? Ora, para sua pele, seus olhos, ossos, coração, músculos, cabelos, ou seja, proteínas são construtoras! São os tijolos de sua casa, são a estrutura palpável de seu corpo. Até base de formação de hormônios elas são!

Algumas gorduras também são classificados como Essenciais, e são bem conhecidas de todos vocês: Ômega-3 e Ômega-6. Quero dizer, com isso que não há vida sem esses dois elementos. É importante que saibamos que as gorduras podem gerar energia, aumentar a imunidade, melhorar a capacidade cardíaca, aumentar a nossa inteligência e ser utilizadas como substrato de formação dos hormônios esteroidais.

Carboidratos na realidade são os vegetais! Verduras, saladas, leguminosas e frutas são os carboidratos “originais”, digamos assim. Pães de todos os tipos, salgadinhos, tortas, doces e tudo mais corromperam nossas inteligências e se tornaram carboidratos de escolha. Grande erro, pois à medida que aumentamos a oferta e a facilidade com que ingerimos carboidratos, estes unicamente se depositarão como reserva em forma de gordura!

Proteínas têm como função servir para uma série de coisas em seu corpo, até mesmo para gerar energia na falta de carboidratos. Se você se passar um pouco na ingestão de gorduras (de boa qualidade), poderá até utilizá-las para outras funções em seu corpo e, novamente, na falta de carboidratos, ela servirá preferencialmente para gerar energia. Mas se você se passar na quantidade e na qualidade dos carboidratos, nada será utilizado para gerar energia! Saiba que todo o excedente será armazenado em forma de gordura no corpo. Isso mesmo, aquela gordura abdominal, nas coxas, nos flancos, na papada etc. E entenda que optar pelos carboidratos corretos, como os vegetais, é uma forma absolutamente inteligente de agir. É por isso que a velha história de contar calorias é completamente absurda. Cada macronutriente tem uma função e suas calorias não podem ser comparadas entre si.