A Importância da Testosterona
importância da testosterona

A Importância da Testosterona

O início da queda hormonal masculina já acontece em média aos 30 anos de idade. Nesta idade já é clinicamente evidente a mudança nos níveis de testosterona.

A testosterona, apesar de estar relacionada somente à parte sexual, na realidade exerce mais de 200 funções anabólicas e de reparo, sendo que apenas uma dessas funções diz respeito ao apetite ou desempenho sexual.

Isso quer dizer que mesmo que não haja sintomas perceptíveis em termos sexuais, é absolutamente fundamental que sejam medidos os níveis hormonais masculinos o quanto antes, para se monitorar declínios que ocorrerão e otimizar seu equilíbrio que é essencial ao homem.

Lamentavelmente quando o homem sente que está realmente com alteração e diminuição do desempenho sexual, ele já está na evolução relativamente avançada de sua deficiência hormonal. Aquilo que ele pensa que é o início de seu problema, na realidade é um dos últimos acontecimentos de toda evolução da diminuição de testosterona.

Com a queda da produção de testosterona, outras alterações metabólicas começam a ser perceptíveis:

  • Aumento da gordura corporal
  • Diminuição do bem estar
  • Queda no desempenho sexual
  • Maior risco de reação inflamatória corporal
  • Maior risco de doença vascular cardíaca
  • O declínio cognitivo limita a capacidade de raciocínio lógico, memória, entre outros
  • Aumento da predisposição à obesidade visceral (gordura intra-abdominal que é muito perigosa para risco de infarto)
  • Diminuição da massa muscular)
  • Suscetibilidade à depressão
  • Aumento da perda óssea
  • Disfunção Erétil

Na hora em que os sintomas começam a incomodar de verdade, falta uma associação à testosterona. A ideia que predomina é que “são coisas naturais do envelhecimento” e então se perdem oportunidades de ter estes sintomas resolvidos através da modulação com hormônios base e existe o risco de passar o resto da vida procurando drogas que possam apenas suprimir os sintomas, sem resolver a causa.

Por força dos maus hábitos alimentares e das características da vida moderna, as quedas hormonais atualmente estão iniciando cada vez mais cedo e junto com isto, as doenças também. Recebo diariamente homens jovens e já com níveis de testosterona drasticamente diminuídos, com reflexos visíveis.

 

A modulação utilizando hormônio base ajuda a melhorar os sintomas de aumento de peso, ansiedade, fraqueza muscular, depressão e a tão temida e cada vez mais comum diminuição da libido.

 

O tema é realmente uma “novidade”, tão somente pela falta de conhecimento dos médicos sobre o assunto e consequentemente da população, na medida em que a informação não chega à mesma de fato. Uma pena, pois milhões de homens poderiam estar se beneficiando e ganhando saúde, qualidade e tempo de vida.

Mas a falta de informação não é exclusividade dos brasileiros, já que a cada 1 milhão de homens americanos com níveis baixos de testosterona, somente 100 mil estão em tratamento e somente 7% sabe que existe um tratamento para esta diminuição através da modulação hormonal que realmente consegue atenuar os efeitos da baixa hormonal.

 

A mulher tem um biomarcador para sua queda hormonal, que é a cessação da menstruação. No caso masculino, não há biomarcador, e isso leva muitos homens a achar que a única e exclusiva possibilidade seja tratar de seus sintomas, sem identificar e tratar a causa real.

 

Outra dificuldade está na velocidade, enquanto as mulheres têm uma queda abrupta de seus níveis hormonais sexuais, os homens têm seu declínio iniciado em 10 a 15 anos antes da percepção laboratorial diagnosticada tradicionalmente. Estes homens infelizmente são levados a ter que aceitar que são coisas normais da idade, que envelheceram e portanto devem aceitar que estão condenados a viver diversas alterações.

Sobre o câncer de próstata, que sempre foi relacionado à testosterona, mesmo que paradoxalmente se apresente quase sempre na terceira idade, quando o homem já teve uma diminuição absoluta de seus níveis corporais, hoje tem já comprovação científica de que está associado à níveis baixos de testosterona e altos de estrogênios nos homens.

É mais do que óbvio realmente, pois qual o motivo pelo qual o jovem que tem seus níveis altíssimos de testosterona não sofrerem de alterações prostáticas, ao passo que o idoso já com níveis extremamente baixos é que sejam normalmente afetados?

Pra explicar, início pelos 2 estudos em que Dr. Morgentaler, professor da Universidade de Harvard chamou a atenção da comunidade médica científica para as falhas dos estudos antigos sobre o assunto, demonstrando que a conclusão de que testosterona gera o câncer de próstata havia sido baseada em um total de 1 (um) paciente.

É isto mesmo, você leu corretamente, o estudo do Dr. Charles Brenton Huggins que criou todo este paradigma de que testosterona causa câncer de próstata no passado foi baseado em experiências com animais (cães) e posteriormente com 1 só paciente já com câncer de próstata metastático e sem evidência clínica nenhuma para os padrões exigidos na atualidade!

De acordo com Marks, não existe, até o momento, dados que demonstrem que a terapia de reposição de testosterona ou níveis séricos endógenos de testosterona mais elevados tenham influência na etiologia do câncer de próstata.

Roddam acompanhou 3 mil homens com câncer de próstata e mais de 6 mil sem e não encontrou nenhuma relação entre o câncer de próstata e os hormônios estudados que incluíam testosterona total, testosterona livre e outros andrógenos.

Um estudo publicado pelo grupo da Cleveland Clinic mostrou que tumores de próstata de alto grau (escore de gleason 4 e 5) eram 2,4 vezes mais frequentemente observados em homens com níveis mais baixos de testosterona.

Resumindo outras dezenas de estudos que poderia estar aqui citando a vocês nas palavras do Dr. Morgentaler, importante professor da Universidade de Harvard:

1) Baixo nível de testosterona não protege contra câncer de próstata, na verdade pode aumentar!
2) Alto nível de testosterona não aumenta risco de câncer de próstata!
3) Tratamento com testosterona não aumenta o risco do câncer de próstata, mesmo entre homens que já têm alto risco para isso (PIN- Prostate Intraepithelial Neoplasia)
4) Pacientes que têm câncer de próstata metastático e em que foram administrados terapia para baixar nível de testosterona (agonistas LHRH e/ou estrogênio) iniciando tratamento com testosterona pode aumentar o risco.

 

Atualmente, não é mais aceitável a alegação médica de que hormônios dão câncer. Com todas as evidências científicas mostrando a importância da testosterona, esta ideia tornou-se obsoleta, mas não se espante caso encontrar algum médico que ainda defende as ideias antigas, alguns continuam desconhecendo cegamente a necessidade de atualização dos conceitos.

Médicos têm a obrigação de se manter atualizados sobre o assunto que opinam, pois a opinião de um único médico pode prejudicar famílias inteiras! Muita coisa ainda está para vir, na mídia e nas pesquisas, e sempre vai ter alguém pra dizer que existem riscos de câncer, portanto é escolha pessoal, escolha seu médico de acordo com a sua crença, mas o importante é investigar e tentar aproximar as sensações para o mais normal que possam ficar. Procure o médico e faça o tratamento, pois a reposição de testosterona melhora o organismo como um todo.

 

Dr. Victor Sorrentino

 

Referências bibliográficas:
Morgentaler, A; Bruning, Co III; Dewolf, WC. 1996. Incidence of occult prostate câncer among men with low total or free sérum testosterone. Journal of the American Medical Association 276; 1904-6
Rhoden, EL; Morgentaler, A. 2004. RIsks of testosterone-replacement therapy and recommendations for monitoring. New England Journal of Medicine 350:482-92
Marks,LS; Mazer, NA; et al. 2006. Effect of testosterone replacement therapy on prostate tissue in men with late-onset hypogonadism; A randomized controlled trial. Journal of the American Association 296:2351-61
Lane, BR et Al. Low testosterone and risk of biochemical recurrence and poorly differentiated prostate câncer at radical prostatectomy. Urology 2008;72:1240-5
Shores, MM. Et al.2006. Low sérum testosterone and mortality in male veterans. Archives of internal medicine 166:1660-65. & Shores, MM. Et al. 2004. Low testosterone is associated with decreased function and increased mortality risk: A preliminary study of men geriatric rehabilitation unit. Journal of the American Geriatric Society 52:2077-81
Roddam, AW et al. 2008. Endogenous sex hormones and prostate câncer: A collaborative analysis of 18 prospective studies. Journal of National Cancer Institute 100:170-83
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Todos sabem que não há vida sem água e que devemos tomar água diariamente para nos mantermos hidratados. Mas se é uma substância tão importante, não deveríamos saber mais sobre como escolher a água que vamos beber? O assunto é de suma importância para a saúde das pessoas, mas a falta de conhecimento faz com que praticamente a totalidade da população mundial passe ao largo de todos os benefícios que uma água de boa qualidade pode proporcionar, pois não há orientação na hora de escolher esta substância vital. As pessoas ficam à mercê das informações publicitárias das empresas que se favorecem da venda de água e que, muitas vezes, não têm o compromisso com a saúde do consumidor, mas sim com o lucro do seu produto.

A água é o mais abundante constituinte do corpo humano. Um indivíduo de 70 kg, por exemplo, tem aproximadamente 42 litros de água no corpo. Somos, sim, “aquários ambulantes”, e desta foma é possível imaginar que nossas células sejam os peixes desse aquário. Caso o peixe esteja doente e a água estiver inadequada, não adianta tratar só o peixe e colocá-lo na mesma água: deveríamos trocar a água ou tratá-la.

Entretanto, a medicina só pensa nos solutos, raramente nos solventes. Para se ter ideia das proporções deste elemento, sabe-se que o corpo de um recém-nascido é constituído de mais de 80% de água, o corpo de um adulto não desidratado é constituído por 69% de água e o corpo de um idoso é constituído de pouco mais de 50% de água. Ela constitui 85% do cérebro, 92% do sangre e 87% do fígado.

É fundamental o conhecimento das propriedades da água, para que se possa aproveitar os benefícios que este elemento pode oferecer. E é realmente fundamental que haja um esforço no sentido de informar a população sobre este elemento essencial à vida e que pode ter ação medicinal diariamente!

O ser humano foi criado para estar em movimento. Nossa estrutura biológica conta com um sistema muito bem organizado para possibilitar-nos mobilidade. Se pensarmos bem, o homem foi inserido em um mundo onde para tudo era necessário o movimento. Alimentos vinham essencialmente da caça e de vegetais, a locomoção dependia exclusivamente das pernas. Ou seja: sedentarismo era algo que simplesmente não tinha como existir.

Com o passar dos anos e a evolução, muitas facilidades foram criadas a fim de dar conforto e bem-estar às pessoas. Entretanto, chegamos a um ponto crítico na história da humanidade, onde em grande parte dos países desenvolvidos o sedentarismo transcende o movimento, e o resultado deste mudança tem sido desastroso e extremamente deletério à saúde humana.

Infelizmente, grande parte das pessoas não se dá conta de que está indo absolutamente contra a natureza de nossa espécie ao passar a maior parte do tempo sentada e esquecendo de compensar essa deficiência de atividades com alguma forma de exercício. A queixa é praticamente sempre a mesma: falta de tempo… Por outro lado, é sabido também que esta “desculpa” tem um caráter de praticidade, ou seja, é mais simples usar este argumento do que buscar organizer-se para dar prioridade à saúde.

A prática de atividade física moderada é uma das principais formas de prevenção de doenças atreladas ao envelhecimento, e aqui não estamos falando nem sobre a necessidade de sermos atletas, mas sim de simplesmente buscarmos manter uma rotina semanal de exercícios. Você já sabe que cerca de 85% de sua saúde dependem exclusivamente de seus hábitos de vida, restando pouco para culparmos a genética. Então, é importante saber que este “medicamento natural” e que depende só de você está associado à preservação de Alzheimer, doenças cardiovasculares e degenerativas, diabetes, hipertensão, obesidade e inclusive o câncer.

O estresse já foi mencionado diversas vezes como o mal do nosso século. Viver sem estresse em um mundo estressante é algo praticamente inalcançável. Na realidade nosso corpo não foi feito para viver sem agentes estressores, tal como um carro não é produzido sem um sistema preparado para resistir a situações de imperfeição das rodovias, por exemplo. Nossa máquina (nosso corpo) tem um sistema “quase” perfeito, no entanto primitivo. Lendo este artigo você vai compreender o motivo pelo qual nosso sistema de estresse ainda parece estar atrasado no tempo.

A fisiologia humana e munida de um sistema que tem como função principal preservar a nossa vida. Isto é prioridade, ou seja, todas as vezes em que seu corpo entender que você está em perigo, uma reação intensa, que envolve a produção e a liberação de uma série de substâncias, terá um fim primário: a preservação da vida. Mas o que é uma situação de perigo, de vida ou morte?

Nossa capacidade evolutiva de adaptação infelizmente gera uma confusão na interpretação dos fatos, e as reações a estas situações acabam sendo inevitavelmente as mesmas de um perigo “real”, com menor ou maior intensidade, mas moduladas pelo que definimos como estresse.

O estresse está baseado, entre outros, na ativação do sistema hormonal hipófise-hipotálamo (duas glândulas que se situam dentro do cérebro), com a secreção do hormônio adrenocorticotrófico que ativa a glândula suprarrenal (também chamada de Adrenal), desencadeando uma secreção de hormônios glicocorticoides, como Cortisol. O Cortisol aumenta a quebra de proteínas nos músculos, ossos e nos tecidos linfáticos, além de inibir a síntese proteica. Isso faz com que aumente o nível de aminoácidos no sangue, que são utilizados pelo fígado para produção de glicose, aumentando também o nível de açúcar no sangue.

Toda vez que o Cortisol é aumentado, o seu corpo se prepara para uma guerra, para uma fuga, para uma situação de vida ou morte, independente de isso estar acontecendo realmente ou não.

Muitas pessoas passam a usar e abusar dos remédios para conter ansiedade, para ficar mais felizes, para dormir, e aí se segue uma sequência de drogas que viciam e infelizmente se tornaram commodities nas vidas das pessoas. Em outras palavras, a ignorância acerca dessa condição moderna e a busca pela facilidade de resolver um problema, desfocando-se dele e criando outro, está criando uma geração de dependentes químicos, por mais dura e triste que seja esta realidade.

As alterações de níveis de Cortisol provocam também sintomas comportamentais, como comer em excesso, perda de apetite, exagerado usado de bebidas alcoólicas, tabagismo, drogadição e mecanismos de enfrentamento negativas.

A expectativa de vida média alcança 75 anos no Brasil e já está em 85 anos nos países desenvolvidos. Observando a evolução da humanidade e o aumento deste índice, fica fácil e absolutamente racional chegar à conclusão de que nossos filhos viverão uma época em que o normal será ultrapassar os 100 anos. Mas com que qualidade de vida, se hoje o brasileiro, por exemplo, passa 1/5 de sua vida incapacitado? Imagine viver os últimos 20 anos de nossas vidas no futuro, sem capacidade de lembrar o nome das pessoas, sem poder viajar, passear, trabalhar, em síntese, apenas sobrevivendo?

A terapia hormonal é uma escolha de cada paciente e pode conferir qualidade de vida a homens e mulheres para alcançar uma longevidade mais saudável. Mas não basta somente a terapia para envelhecer com saúde, fatores externos como dieta alimentar balanceada, exercícios físicos e outras escolhas de estilo de vida, também são importantes. É preciso que a pessoa incorpore uma rotina regular de exercícios físicos e adote um regime nutricional equilibrado e bem orientado.
Pois é, a escolha está em suas mãos. Pesquisar, ir atrás da verdade e ter a oportunidade de viver com saúde, de não ser manipulado e ver as verdades serem escondidas, tudo depende única e exclusivamente de cada um. Independente disto, se eu conseguir mudar a vida de uma só pessoa, já estarei feliz e sentirei que fiz a minha parte.

Existem três grandes grupos de alimentos na natureza à nossa disposição. Eles são chamados de Macronutrientes: Proteínas, Gorduras e Carboidratos. Cada um tem propriedades individuais e serve para diferentes funções bioquímicas em nossos corpos, portanto, os três grupos são fundamentais, cada qual com sua particularidade.

As proteínas são formadas pela combinação entre aminoácidos, sendo que a diferença entre elas está em sua composição. Dependendo de quantos e quais aminoácidos constituem uma ou outra proteína, elas acabam servindo mais esta ou aquela função em nosso corpo. Existem as proteínas animais, que são indiscutivelmente mais completas, e as vegetais, que infelizmente sempre deixam a desejar no quesito Aminoácidos Essenciais. E as proteínas, servem pra que? Ora, para sua pele, seus olhos, ossos, coração, músculos, cabelos, ou seja, proteínas são construtoras! São os tijolos de sua casa, são a estrutura palpável de seu corpo. Até base de formação de hormônios elas são!

Algumas gorduras também são classificados como Essenciais, e são bem conhecidas de todos vocês: Ômega-3 e Ômega-6. Quero dizer, com isso que não há vida sem esses dois elementos. É importante que saibamos que as gorduras podem gerar energia, aumentar a imunidade, melhorar a capacidade cardíaca, aumentar a nossa inteligência e ser utilizadas como substrato de formação dos hormônios esteroidais.

Carboidratos na realidade são os vegetais! Verduras, saladas, leguminosas e frutas são os carboidratos “originais”, digamos assim. Pães de todos os tipos, salgadinhos, tortas, doces e tudo mais corromperam nossas inteligências e se tornaram carboidratos de escolha. Grande erro, pois à medida que aumentamos a oferta e a facilidade com que ingerimos carboidratos, estes unicamente se depositarão como reserva em forma de gordura!

Proteínas têm como função servir para uma série de coisas em seu corpo, até mesmo para gerar energia na falta de carboidratos. Se você se passar um pouco na ingestão de gorduras (de boa qualidade), poderá até utilizá-las para outras funções em seu corpo e, novamente, na falta de carboidratos, ela servirá preferencialmente para gerar energia. Mas se você se passar na quantidade e na qualidade dos carboidratos, nada será utilizado para gerar energia! Saiba que todo o excedente será armazenado em forma de gordura no corpo. Isso mesmo, aquela gordura abdominal, nas coxas, nos flancos, na papada etc. E entenda que optar pelos carboidratos corretos, como os vegetais, é uma forma absolutamente inteligente de agir. É por isso que a velha história de contar calorias é completamente absurda. Cada macronutriente tem uma função e suas calorias não podem ser comparadas entre si.