MAIONESE: Como escolher e quais são os mitos!
maionese e colesterol

MAIONESE: Como escolher e quais são os mitos!

     Acho que todos já tiveram a infelicidade de assistir a propaganda da Hellmans que foi lançada há algum  tempo na televisão, comparando-a com o azeite de oliva. Olha, não sei nem por onde começar este artigo de tão patético que me parece o tema, mas tenho também certeza de que uma boa parcela de pessoas que assistiram devem ter ficado com uma certa dúvida sobre os benefícios de ambos alimentos e sobre a veracidade das comparações demonstradas.

 

      Bom, vou aproveitar o tema para explicar um aspecto essencial sobre Maionese e que muitos de vocês devem estar se enganando na hora da escolha de todos os seus alimentos: o elemento Colesterol.

 

      Pois ao contrário do que a maioria de leigos e infelizmente também de médicos acreditam, ele não é e nunca foi um vilão isoladamente. É simples de compreender. Imaginem vocês que o corpo humano necessitaria ter uma substância para que fosse produzida toda cascata de hormônios sexuais, além desta mesma substância ser responsável pela manutenção da integridade da parede das células de todo corpo humano e que ao mesmo tempo esta mesma substância fosse ruim para o corpo? Confuso né, mas vou decifrar isto a vocês. Quero que vocês saibam que o colesterol é fundamento da integridade da parede celular de todo e qualquer tecido humano, e precursor indispensável da produção de hormônios sexuais e dos cortisóis endógenos, ou seja, não há vida sem colesterol, não há produção dos hormôniossexuais sem colesterol!

 

      Sendo assim, o problema acontece não só quando ele está muito elevado, mas quando muito baixo também, e mesmo assim ele se torna perigoso para o corpo somente quando é modificado, ou oxidado! Este é um detalhe fundamental e que faz toda diferença no momento de avaliar uma pessoa, pois atualmente solicitar exames dos níveis de colesterol e suas frações, sem também avaliar através de exames específicos o nível de oxidação e inflamação metabólica, não tem mais valia praticamente alguma.

 

      Amigos, este é um assunto extremamente simples pra mim, mas teria que ser demasiadamente longo para vocês leigos e também médicos, uma vez que esta questão do colesterol já “virou de cabeça pra baixo” a ciência médica, ou eu explico tudo corretamente e coloco os resultados dos trabalhos atuais, ou darei margem para haver alguém que não concorde e aí entra naquele sistema que já escrevi anteriormente: contra trabalhos científicos publicados e indexados atuais, sem financiamento de indústrias farmacêuticas e realizados criteriosamente, não existe a possibilidade de concordar ou não.

 

A opção é aceitar e colocar em prática ou não e pronto, portanto em um futuro próximo escreverei tudo sobre colesterol e provarei a vocês que mais de 50% das pessoas que fazem uso das terríveis e cheias de efeitos colaterais medicações para baixar colesterol, estão comprovadamente trazendo mais malefícios do que benefícios às suas saúdes.

 

      Acredito que deixei muitos de vocês curiosos, porém preciso encontrar tempo em meio a muito trabalho, estudo e pontes aéreas trabalhando para conseguir escrever e explicar com o máximo de detalhes essenciais possível quando me refiro a temas polêmicos… não deveriam ser, pois há muito paradigma sobre os mesmos, entretanto a indústria farmacêutica influenciando a medicina tratou de criar e aí para que consigamos quebrar paradigmas a coisa vai longe.

 

A Maionese

 

      Falemos então sobre a maionese, que  é um molho com uma origem um pouco controvertida. Seu nome pode esconder sua inata origem: ovos, ou melhor: gemas. No francês antigo moyey significa gema, de ovo, é claro.

      É praticamente certo que a maionese tem origem francesa. E mesmo que sua origem tenha ocorrido em função de uma vitória do duque de Rochelieu próximo a um porto chamado de Mahón (outra provável origem do nome: mahonese) e o chef de cozinha da janta da vitória tivesse que improvisar um molho com os ingredientes disponíveis da região, ou tenha sido inventada em Bayonne, (daí a adaptação: bayonnese para maionese), seus ingredientes básicos seriam o azeite de oliva junto com sua essência: os fundamentais ovos. Sem ovos, sem maionese.

 

      Sim, a mistura providencial de ovos, azeite (azeite é o nome dado ao óleo de oliva, somente de oliva!) e um pouco de vinagre gerou uma espécie de molho que no início do século XX ultrapassou o Atlântico e chegou aos Estados Unidos por um tal de Hellmann. Nada, além disso, é a nossa trans secular maionese.

 

      A maionese é um produto do século XVIII. Sem aditivos, sem indústria… Com uma certa perecividade, típica dos bons produtos que a natureza disponibiliza aos seres humanos.

 

      Acontece que devido a uma série de equívocos habituais aos seres humanos na busca pelo conhecimento sobre natureza e corpo humano, alguns nutrientes passaram a ser culpados sem prova alguma de que realmente eram. E o pior é que até hoje sofremos por estas suposições absurdas que viraram verdades absolutas incontestáveis sem prova alguma. E já que vou escrever sobre a maionese, nada mais claro do que analisar seu conteúdo para compreender quais são seus reais perigos: Ovos e Azeite de Oliva.

 

      Sobre o Ovo, dispenso comentários uma vez que escrevi um Ebook inteiro sobre este que é hoje considerado pelos maiores especialistas do mundo em Nutrigenética, como o Segundo melhor alimento do mundo, ficando atrás somente do leite materno.

 

        Opa, mas então onde estão os perigos da maionese se os únicos dois elementos que compõem ela são altamente nutritivos e benéficos? Como vocês podem notar, quando ultrapassamos o simples conhecimento ignorante imposto inclusive pela medicina cega, as coisas ficam banais e óbvias, não é mesmo?

 

        É, mas o problema começa com a industrialização deste molho. Uma coisa é fazer a receita caseira, outra completamente diferente é ter que ingerir a quantidade absurda de químicos que chamam por aí de maionese meus amigos…

 

        Reparem por onde se desdobra então o tema, pois “agora” chega às mesas brasileiras uma maionese com zero porcento de colesterol. Como a maionese verdadeira é feita com ovos, generosos (graças a Deus) fornecedores de colesterol (indispensáveis para produção de nossos bons hormônios sexuais), ficamos diante de uma farsa comercial: sem colesterol não há maionese, mas sim um creme, um molho vegetal com sabor que imita maionese, só posso pensar nisto, pois não há viabilidade diferente! Maioneses sem ovos é como Brigadeiro (negrinho para gaúchos) sem chocolate. Pode até ter sabor parecido, mas é um produto artificial, que substitui, por algum motivo, o produto original. O produto original, e melhor obviamente, é a maionese com os seus fundamentais ovos.

 

        Infelizes pessoas que acham que não podem comer ovos podem achar necessário comer esse substituto artificial, produzido com óleos vegetais de baixa qualidade, provavelmente Soja, Canola ou outro óleo cheio de ômega-6, um ômega que em excesso como na grande maioria dos sul e norte-americanos, causa diversas doenças inflamatórias e excesso de oxidação, modificação de colesterol com consequente formação de aterosclerose e aumento do risco para infartos, …

 

        Então pronto, encontramos um dos problemas da “maionese” que não é maionese rs! Olha que paradoxo, na busca pela zero colesterol, você inflama seu corpo e cria condições para a formação de aterosclerose a partir do pobre coitado colesterol de seu corpo que estava lá “tranquilo” para exercer suas funções hormonais e celulares e agora virou o culpado de algo que não é!

 

E entendendo bastante de bioquímica, fisiologia, nutrigenética e estando em contato com toda gama de estudos científicos atuais, além de analisar criticamente os antigos, fica simples de entender que o conhecimento “jogado” que é levado ao próprio médico e profissional de saúde na universidade, então consequentemente à população em geral, é literalmente incompleto e cheio de detalhes não aprofundados que alteram completamente o significado da informação.

 

        Isso sem contar com o desequilíbrio de ácidos graxos essenciais, e provavelmente com ingredientes transgênicos e, potencialmente grandes fornecedores de radicais livres ou gordura trans.

 

        Se levarmos em conta de que o fato de um alimento não possuir nenhum  percentual de colesterol não representa qualquer qualidade, (afinal, o leite materno é um grande fornecedor de colesterol, e possui extrema qualidade); e se sabemos que o colesterol é fundamento da integridade da parede celular de todo e qualquer tecido humano, e precursor indispensável da produção de hormônios sexuais e dos cortisóis endógenos, somente uma pessoa com alguma grave e rara doença não poderia consumir colesterol. São raras, porém existem as que são portadoras da hipercolesterolemia familiar, uma doença, que não é gerada pelo colesterol, mas sim pela incapacidade singular de alguns organismos  de não metabolizarem essa fundamental substância corporal.

 

        Amigos que me acompanham, me dirijo a vocês e também aos colegas médicos para que compartilhem destes conhecimentos para que o máximo de pessoas possível possam ser orientadas corretamente.

 

Não devemos nos esquecer que um produto como a maionese com zero porcento de colesterol, seria melhor citado como um produto artificial, impossível de ser produzido no meio natural, que imita um molho tradicional amaldiçoado com um preconceito, fruto da aberrante ignorância da informação incompleta de que colesterol faz mal à saúde.

 

        Afinal os substitutos alimentares são uma das maiores fontes de renda da nossa sociedade de consumo. Contudo jamais deixarão de ser meros substitutos. Os produtos originais são muito mais saudáveis e dignos de nos ofertarem uma vida mais feliz e mais natural, por mais incrível que isso possa parecer.

 

        Não posso deixar de lembrá-los de que até água em excesso pode matar e fazer mal, afogar, portanto o equilíbrio é a chave da manutenção da saúde. Não é porque você leu este artigo que deve sair comendo maionese caseira “em baldes”, porém afirmo que há uma diferença imensa entre esta e as compradas prontas e uma pessoa que faz prevenção sendo avaliada e acompanhada por um médico que compreenda estes fatores, pode se beneficiar dos nutrientes destes alimentos com toda tranquilidade.

 

        Desejo sinceramente que todos possam se beneficiar e literalmente gravar estas informações, pois podem fazer diferença real na vida de muita gente. Devemos sim ter preocupação com a questão colesterol, mas para o médico que enxerga este elemento como deveria, ou seja, um biomarcador (sinalizador de que algo está acontecendo de errado em seu corpo), o tratamento visa fundamentalmente a mudança de alguns hábitos simples, otimização metabólica e a avaliação não passa pela simples leitura dos números que demonstram os resultados dos exames sanguíneos. Há de se avaliar todo conjunto entre nutrologia, nutrigenética, fatores hormonais e principalmente marcadores inflamatórios para que então a base bioquímica seja corrigida preferencialmente sem o uso de drogas, mas sabendo usar seu corpo em seu benefício.
Dr. Victor Sorrentino

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Todos sabem que não há vida sem água e que devemos tomar água diariamente para nos mantermos hidratados. Mas se é uma substância tão importante, não deveríamos saber mais sobre como escolher a água que vamos beber? O assunto é de suma importância para a saúde das pessoas, mas a falta de conhecimento faz com que praticamente a totalidade da população mundial passe ao largo de todos os benefícios que uma água de boa qualidade pode proporcionar, pois não há orientação na hora de escolher esta substância vital. As pessoas ficam à mercê das informações publicitárias das empresas que se favorecem da venda de água e que, muitas vezes, não têm o compromisso com a saúde do consumidor, mas sim com o lucro do seu produto.

A água é o mais abundante constituinte do corpo humano. Um indivíduo de 70 kg, por exemplo, tem aproximadamente 42 litros de água no corpo. Somos, sim, “aquários ambulantes”, e desta foma é possível imaginar que nossas células sejam os peixes desse aquário. Caso o peixe esteja doente e a água estiver inadequada, não adianta tratar só o peixe e colocá-lo na mesma água: deveríamos trocar a água ou tratá-la.

Entretanto, a medicina só pensa nos solutos, raramente nos solventes. Para se ter ideia das proporções deste elemento, sabe-se que o corpo de um recém-nascido é constituído de mais de 80% de água, o corpo de um adulto não desidratado é constituído por 69% de água e o corpo de um idoso é constituído de pouco mais de 50% de água. Ela constitui 85% do cérebro, 92% do sangre e 87% do fígado.

É fundamental o conhecimento das propriedades da água, para que se possa aproveitar os benefícios que este elemento pode oferecer. E é realmente fundamental que haja um esforço no sentido de informar a população sobre este elemento essencial à vida e que pode ter ação medicinal diariamente!

O ser humano foi criado para estar em movimento. Nossa estrutura biológica conta com um sistema muito bem organizado para possibilitar-nos mobilidade. Se pensarmos bem, o homem foi inserido em um mundo onde para tudo era necessário o movimento. Alimentos vinham essencialmente da caça e de vegetais, a locomoção dependia exclusivamente das pernas. Ou seja: sedentarismo era algo que simplesmente não tinha como existir.

Com o passar dos anos e a evolução, muitas facilidades foram criadas a fim de dar conforto e bem-estar às pessoas. Entretanto, chegamos a um ponto crítico na história da humanidade, onde em grande parte dos países desenvolvidos o sedentarismo transcende o movimento, e o resultado deste mudança tem sido desastroso e extremamente deletério à saúde humana.

Infelizmente, grande parte das pessoas não se dá conta de que está indo absolutamente contra a natureza de nossa espécie ao passar a maior parte do tempo sentada e esquecendo de compensar essa deficiência de atividades com alguma forma de exercício. A queixa é praticamente sempre a mesma: falta de tempo… Por outro lado, é sabido também que esta “desculpa” tem um caráter de praticidade, ou seja, é mais simples usar este argumento do que buscar organizer-se para dar prioridade à saúde.

A prática de atividade física moderada é uma das principais formas de prevenção de doenças atreladas ao envelhecimento, e aqui não estamos falando nem sobre a necessidade de sermos atletas, mas sim de simplesmente buscarmos manter uma rotina semanal de exercícios. Você já sabe que cerca de 85% de sua saúde dependem exclusivamente de seus hábitos de vida, restando pouco para culparmos a genética. Então, é importante saber que este “medicamento natural” e que depende só de você está associado à preservação de Alzheimer, doenças cardiovasculares e degenerativas, diabetes, hipertensão, obesidade e inclusive o câncer.

O estresse já foi mencionado diversas vezes como o mal do nosso século. Viver sem estresse em um mundo estressante é algo praticamente inalcançável. Na realidade nosso corpo não foi feito para viver sem agentes estressores, tal como um carro não é produzido sem um sistema preparado para resistir a situações de imperfeição das rodovias, por exemplo. Nossa máquina (nosso corpo) tem um sistema “quase” perfeito, no entanto primitivo. Lendo este artigo você vai compreender o motivo pelo qual nosso sistema de estresse ainda parece estar atrasado no tempo.

A fisiologia humana e munida de um sistema que tem como função principal preservar a nossa vida. Isto é prioridade, ou seja, todas as vezes em que seu corpo entender que você está em perigo, uma reação intensa, que envolve a produção e a liberação de uma série de substâncias, terá um fim primário: a preservação da vida. Mas o que é uma situação de perigo, de vida ou morte?

Nossa capacidade evolutiva de adaptação infelizmente gera uma confusão na interpretação dos fatos, e as reações a estas situações acabam sendo inevitavelmente as mesmas de um perigo “real”, com menor ou maior intensidade, mas moduladas pelo que definimos como estresse.

O estresse está baseado, entre outros, na ativação do sistema hormonal hipófise-hipotálamo (duas glândulas que se situam dentro do cérebro), com a secreção do hormônio adrenocorticotrófico que ativa a glândula suprarrenal (também chamada de Adrenal), desencadeando uma secreção de hormônios glicocorticoides, como Cortisol. O Cortisol aumenta a quebra de proteínas nos músculos, ossos e nos tecidos linfáticos, além de inibir a síntese proteica. Isso faz com que aumente o nível de aminoácidos no sangue, que são utilizados pelo fígado para produção de glicose, aumentando também o nível de açúcar no sangue.

Toda vez que o Cortisol é aumentado, o seu corpo se prepara para uma guerra, para uma fuga, para uma situação de vida ou morte, independente de isso estar acontecendo realmente ou não.

Muitas pessoas passam a usar e abusar dos remédios para conter ansiedade, para ficar mais felizes, para dormir, e aí se segue uma sequência de drogas que viciam e infelizmente se tornaram commodities nas vidas das pessoas. Em outras palavras, a ignorância acerca dessa condição moderna e a busca pela facilidade de resolver um problema, desfocando-se dele e criando outro, está criando uma geração de dependentes químicos, por mais dura e triste que seja esta realidade.

As alterações de níveis de Cortisol provocam também sintomas comportamentais, como comer em excesso, perda de apetite, exagerado usado de bebidas alcoólicas, tabagismo, drogadição e mecanismos de enfrentamento negativas.

A expectativa de vida média alcança 75 anos no Brasil e já está em 85 anos nos países desenvolvidos. Observando a evolução da humanidade e o aumento deste índice, fica fácil e absolutamente racional chegar à conclusão de que nossos filhos viverão uma época em que o normal será ultrapassar os 100 anos. Mas com que qualidade de vida, se hoje o brasileiro, por exemplo, passa 1/5 de sua vida incapacitado? Imagine viver os últimos 20 anos de nossas vidas no futuro, sem capacidade de lembrar o nome das pessoas, sem poder viajar, passear, trabalhar, em síntese, apenas sobrevivendo?

A terapia hormonal é uma escolha de cada paciente e pode conferir qualidade de vida a homens e mulheres para alcançar uma longevidade mais saudável. Mas não basta somente a terapia para envelhecer com saúde, fatores externos como dieta alimentar balanceada, exercícios físicos e outras escolhas de estilo de vida, também são importantes. É preciso que a pessoa incorpore uma rotina regular de exercícios físicos e adote um regime nutricional equilibrado e bem orientado.
Pois é, a escolha está em suas mãos. Pesquisar, ir atrás da verdade e ter a oportunidade de viver com saúde, de não ser manipulado e ver as verdades serem escondidas, tudo depende única e exclusivamente de cada um. Independente disto, se eu conseguir mudar a vida de uma só pessoa, já estarei feliz e sentirei que fiz a minha parte.

Existem três grandes grupos de alimentos na natureza à nossa disposição. Eles são chamados de Macronutrientes: Proteínas, Gorduras e Carboidratos. Cada um tem propriedades individuais e serve para diferentes funções bioquímicas em nossos corpos, portanto, os três grupos são fundamentais, cada qual com sua particularidade.

As proteínas são formadas pela combinação entre aminoácidos, sendo que a diferença entre elas está em sua composição. Dependendo de quantos e quais aminoácidos constituem uma ou outra proteína, elas acabam servindo mais esta ou aquela função em nosso corpo. Existem as proteínas animais, que são indiscutivelmente mais completas, e as vegetais, que infelizmente sempre deixam a desejar no quesito Aminoácidos Essenciais. E as proteínas, servem pra que? Ora, para sua pele, seus olhos, ossos, coração, músculos, cabelos, ou seja, proteínas são construtoras! São os tijolos de sua casa, são a estrutura palpável de seu corpo. Até base de formação de hormônios elas são!

Algumas gorduras também são classificados como Essenciais, e são bem conhecidas de todos vocês: Ômega-3 e Ômega-6. Quero dizer, com isso que não há vida sem esses dois elementos. É importante que saibamos que as gorduras podem gerar energia, aumentar a imunidade, melhorar a capacidade cardíaca, aumentar a nossa inteligência e ser utilizadas como substrato de formação dos hormônios esteroidais.

Carboidratos na realidade são os vegetais! Verduras, saladas, leguminosas e frutas são os carboidratos “originais”, digamos assim. Pães de todos os tipos, salgadinhos, tortas, doces e tudo mais corromperam nossas inteligências e se tornaram carboidratos de escolha. Grande erro, pois à medida que aumentamos a oferta e a facilidade com que ingerimos carboidratos, estes unicamente se depositarão como reserva em forma de gordura!

Proteínas têm como função servir para uma série de coisas em seu corpo, até mesmo para gerar energia na falta de carboidratos. Se você se passar um pouco na ingestão de gorduras (de boa qualidade), poderá até utilizá-las para outras funções em seu corpo e, novamente, na falta de carboidratos, ela servirá preferencialmente para gerar energia. Mas se você se passar na quantidade e na qualidade dos carboidratos, nada será utilizado para gerar energia! Saiba que todo o excedente será armazenado em forma de gordura no corpo. Isso mesmo, aquela gordura abdominal, nas coxas, nos flancos, na papada etc. E entenda que optar pelos carboidratos corretos, como os vegetais, é uma forma absolutamente inteligente de agir. É por isso que a velha história de contar calorias é completamente absurda. Cada macronutriente tem uma função e suas calorias não podem ser comparadas entre si.