Tomar sol faz bem? O que você precisa saber sobre a Vitamina D

Tomar sol faz bem? O que você precisa saber sobre a Vitamina D

O poder do sol e seus benefícios para a saúde vêm sendo estudados há milhares de anos.

Afinal, tomar sol faz bem?

Por muito tempo, fomos doutrinados acerca de seus muitos perigos e sobre a necessidade de se fugir dos raios solares a qualquer custo.

Esta “demonização” do sol teve – e continua tendo – um reflexo profundo na quantidade de enfermidades que vejo em consultório relacionadas aos baixos níveis de Vitamina D em meus pacientes.

Costumo dizer que ainda quero ver o dia em que a medicina tradicional terá de pedir desculpas à população por tantos equívocos.

Continue lendo para entender a real relação entre o sol, a Vitamina D e a sua saúde.

 

De onde vem a Vitamina D?

 

Para começo de conversa, é preciso se perguntar: a Vitamina D é realmente uma vitamina? Posso consumi-la através de algum alimento?

Bem, a Vitamina D não está presente em nossa dieta. Você não pode “comer” Vitamina D.

A natureza planejou sabiamente que ela fosse produzida em sua pele.

O segundo ponto diz respeito ao fato de que, na verdade, a Vitamina D se trata de um pré-hormônio.

Sim, caros amigos: a sua produção é realizada da mesma forma que qualquer outro hormônio esteroidal no corpo humano.

O processo se inicia quando a luz solar entra em contato com a sua pele e atinge uma molécula de pré-Colesterol.

Então, o seu fígado converte a Vitamina D produzida a partir deste contato na forma de armazenamento chamada Calcidiol. Por fim, o corpo armazena o Calcidiol no sangue e na gordura para o uso posterior.

 

Sua importância para a saúde

 

Em seu livro, o endocrinologista americano Michael Holick (simplesmente a maior autoridade mundial sobre o assunto) aponta a grande importância de bons níveis de Vitamina D para o funcionamento adequado do organismo humano:

  • Crucial para a absorção de cálcio nos ossos;
  • Protege e previne contra o câncer de mama, próstata, intestino e ovários;
  • Baixos níveis da vitamina estão associados a um maior risco de obesidade, doenças degenerativas, depressão, perda de força muscular e um risco 60% maior de desenvolver doenças cardiovasculares;

A verdade é que a Vitamina D é um hormônio tão fundamental para você que absolutamente todas as células do seu corpo possuem receptores para ela!

Além disso, está relacionada metabolicamente a mais de 2.000 genes funcionais, ou seja, cerca de 10% do total dos seus genes funcionais, os quais podem ser afetados positiva ou negativamente por este hormônio.

Dentre suas diversas propriedades, posso destacar seu papel no equilíbrio da pressão arterial.

Sabe-se que através da Vitamina D, o corpo sintetiza uma proteína chamada Fator Inibidor de Renina, que está envolvida diretamente na manutenção da pressão.

As milhares de pessoas que utilizam drogas anti-hipertensivas poderiam estar ao menos se beneficiando com a exposição diária ao sol.

 

 

Na prevenção de doenças

 

Em relação ao câncer, pesquisadores do German Cancer Research Center conduziram um estudo pioneiro que avaliava a relação entre a Vitamina D e o câncer de mama em mulheres na pré-menopausa. O resultado?

Ficou comprovado que a Vitamina D possui efeitos protetores contra o câncer de mama.

Em estudos posteriores, mulheres que apresentavam deficiência do hormônio apresentavam um risco 253% maior de desenvolvimento do câncer colorretal (de intestino).

Você pode ler mais sobre a prevenção ao câncer de mama aqui. 

Não fosse o bastante, ainda falando de prevenção: a Vitamina D é a moduladora da síntese de um tipo de proteína chamada peptídeo.

Quando você é infectado por um vírus, por exemplo, o seu corpo só conseguirá responder adequadamente a este invasor se produzir… sim, o peptídeo!

É ele quem faz a “quebra” da membrana da bactéria ou vírus para que o seu sistema imunológico possa então atacá-lo.

Posso citar uma dezena de doenças que estão atreladas aos baixos níveis dessa vitamina no corpo. Algumas:

  • Diabetes
  • Esclerose Múltipla (a vitamina D já está sendo usada como tratamento para esta doença que atualmente não tem remédio que trate)
  • Osteoporose
  • Psoríase
  • Raquitismo
  • Tuberculose
  • Entre outras.

 

Ainda tem dúvidas de que tomar sol faz bem?

Leia também o post “Como se manter saudável apesar do tempo” onde falo de outros fatores, além da exposição ao sol, que vão te auxiliar na busca por uma vida sem doenças. 

 

Será que você está na média?

 

Um ponto muito importante que devo trazer é no que diz respeito aos níveis considerados “normais” ou “na média” para exames que analisam os níveis de vitamina D no corpo.

Quero que todos entendam que esta “média” na verdade é a média da população analisada.

É apenas uma questão puramente matemática da situação geral da sociedade – que sejamos honestos, encontra-se em sua grande maioria com níveis de D3 muito abaixo do recomendado.

Então, se você realiza um exame para descobrir se está com deficiência deste hormônio, e descobre que apesar de vários sintomas (fadiga, desânimo, tristeza) você está na MÉDIA…bem, você está na média matemática, não na média da saúde. 

 

Uma decisão consciente

 

Por fim, meus amigos, não estou sugerindo que você passe o dia torrando ao sol. Não é isso. Excessos nunca são bons e podem gerar danos irreparáveis à sua saúde e pele.

Estou querendo dizer que é fundamental que você tente aproveitar pelo menos um pouco de sol diariamente, e se isso não for possível, procure um médico que saiba lhe avaliar e orientar a suplementação adequada para seu caso individual.

Lembrando que a ingestão de suplementos de Vitamina D ocorre principalmente através de gotas oleosas, já que se trata de um hormônio lipossolúvel, ou seja, necessita de gordura para ser absorvido. 

Para mim, o melhor médico é aquele que realmente se importa com a pessoa que está ali à sua frente e busca compreendê-la de verdade, estudando a fundo cada caso e não apenas enquadrando-o em algum protocolo genérico embasado em uma medicina que insiste fechar os olhos para este poderoso aliado da saúde.

 

Dr. Victor Sorrentino 

Fechar Menu

Todos sabem que não há vida sem água e que devemos tomar água diariamente para nos mantermos hidratados. Mas se é uma substância tão importante, não deveríamos saber mais sobre como escolher a água que vamos beber? O assunto é de suma importância para a saúde das pessoas, mas a falta de conhecimento faz com que praticamente a totalidade da população mundial passe ao largo de todos os benefícios que uma água de boa qualidade pode proporcionar, pois não há orientação na hora de escolher esta substância vital. As pessoas ficam à mercê das informações publicitárias das empresas que se favorecem da venda de água e que, muitas vezes, não têm o compromisso com a saúde do consumidor, mas sim com o lucro do seu produto.

A água é o mais abundante constituinte do corpo humano. Um indivíduo de 70 kg, por exemplo, tem aproximadamente 42 litros de água no corpo. Somos, sim, “aquários ambulantes”, e desta foma é possível imaginar que nossas células sejam os peixes desse aquário. Caso o peixe esteja doente e a água estiver inadequada, não adianta tratar só o peixe e colocá-lo na mesma água: deveríamos trocar a água ou tratá-la.

Entretanto, a medicina só pensa nos solutos, raramente nos solventes. Para se ter ideia das proporções deste elemento, sabe-se que o corpo de um recém-nascido é constituído de mais de 80% de água, o corpo de um adulto não desidratado é constituído por 69% de água e o corpo de um idoso é constituído de pouco mais de 50% de água. Ela constitui 85% do cérebro, 92% do sangre e 87% do fígado.

É fundamental o conhecimento das propriedades da água, para que se possa aproveitar os benefícios que este elemento pode oferecer. E é realmente fundamental que haja um esforço no sentido de informar a população sobre este elemento essencial à vida e que pode ter ação medicinal diariamente!

O ser humano foi criado para estar em movimento. Nossa estrutura biológica conta com um sistema muito bem organizado para possibilitar-nos mobilidade. Se pensarmos bem, o homem foi inserido em um mundo onde para tudo era necessário o movimento. Alimentos vinham essencialmente da caça e de vegetais, a locomoção dependia exclusivamente das pernas. Ou seja: sedentarismo era algo que simplesmente não tinha como existir.

Com o passar dos anos e a evolução, muitas facilidades foram criadas a fim de dar conforto e bem-estar às pessoas. Entretanto, chegamos a um ponto crítico na história da humanidade, onde em grande parte dos países desenvolvidos o sedentarismo transcende o movimento, e o resultado deste mudança tem sido desastroso e extremamente deletério à saúde humana.

Infelizmente, grande parte das pessoas não se dá conta de que está indo absolutamente contra a natureza de nossa espécie ao passar a maior parte do tempo sentada e esquecendo de compensar essa deficiência de atividades com alguma forma de exercício. A queixa é praticamente sempre a mesma: falta de tempo… Por outro lado, é sabido também que esta “desculpa” tem um caráter de praticidade, ou seja, é mais simples usar este argumento do que buscar organizer-se para dar prioridade à saúde.

A prática de atividade física moderada é uma das principais formas de prevenção de doenças atreladas ao envelhecimento, e aqui não estamos falando nem sobre a necessidade de sermos atletas, mas sim de simplesmente buscarmos manter uma rotina semanal de exercícios. Você já sabe que cerca de 85% de sua saúde dependem exclusivamente de seus hábitos de vida, restando pouco para culparmos a genética. Então, é importante saber que este “medicamento natural” e que depende só de você está associado à preservação de Alzheimer, doenças cardiovasculares e degenerativas, diabetes, hipertensão, obesidade e inclusive o câncer.

O estresse já foi mencionado diversas vezes como o mal do nosso século. Viver sem estresse em um mundo estressante é algo praticamente inalcançável. Na realidade nosso corpo não foi feito para viver sem agentes estressores, tal como um carro não é produzido sem um sistema preparado para resistir a situações de imperfeição das rodovias, por exemplo. Nossa máquina (nosso corpo) tem um sistema “quase” perfeito, no entanto primitivo. Lendo este artigo você vai compreender o motivo pelo qual nosso sistema de estresse ainda parece estar atrasado no tempo.

A fisiologia humana e munida de um sistema que tem como função principal preservar a nossa vida. Isto é prioridade, ou seja, todas as vezes em que seu corpo entender que você está em perigo, uma reação intensa, que envolve a produção e a liberação de uma série de substâncias, terá um fim primário: a preservação da vida. Mas o que é uma situação de perigo, de vida ou morte?

Nossa capacidade evolutiva de adaptação infelizmente gera uma confusão na interpretação dos fatos, e as reações a estas situações acabam sendo inevitavelmente as mesmas de um perigo “real”, com menor ou maior intensidade, mas moduladas pelo que definimos como estresse.

O estresse está baseado, entre outros, na ativação do sistema hormonal hipófise-hipotálamo (duas glândulas que se situam dentro do cérebro), com a secreção do hormônio adrenocorticotrófico que ativa a glândula suprarrenal (também chamada de Adrenal), desencadeando uma secreção de hormônios glicocorticoides, como Cortisol. O Cortisol aumenta a quebra de proteínas nos músculos, ossos e nos tecidos linfáticos, além de inibir a síntese proteica. Isso faz com que aumente o nível de aminoácidos no sangue, que são utilizados pelo fígado para produção de glicose, aumentando também o nível de açúcar no sangue.

Toda vez que o Cortisol é aumentado, o seu corpo se prepara para uma guerra, para uma fuga, para uma situação de vida ou morte, independente de isso estar acontecendo realmente ou não.

Muitas pessoas passam a usar e abusar dos remédios para conter ansiedade, para ficar mais felizes, para dormir, e aí se segue uma sequência de drogas que viciam e infelizmente se tornaram commodities nas vidas das pessoas. Em outras palavras, a ignorância acerca dessa condição moderna e a busca pela facilidade de resolver um problema, desfocando-se dele e criando outro, está criando uma geração de dependentes químicos, por mais dura e triste que seja esta realidade.

As alterações de níveis de Cortisol provocam também sintomas comportamentais, como comer em excesso, perda de apetite, exagerado usado de bebidas alcoólicas, tabagismo, drogadição e mecanismos de enfrentamento negativas.

A expectativa de vida média alcança 75 anos no Brasil e já está em 85 anos nos países desenvolvidos. Observando a evolução da humanidade e o aumento deste índice, fica fácil e absolutamente racional chegar à conclusão de que nossos filhos viverão uma época em que o normal será ultrapassar os 100 anos. Mas com que qualidade de vida, se hoje o brasileiro, por exemplo, passa 1/5 de sua vida incapacitado? Imagine viver os últimos 20 anos de nossas vidas no futuro, sem capacidade de lembrar o nome das pessoas, sem poder viajar, passear, trabalhar, em síntese, apenas sobrevivendo?

A terapia hormonal é uma escolha de cada paciente e pode conferir qualidade de vida a homens e mulheres para alcançar uma longevidade mais saudável. Mas não basta somente a terapia para envelhecer com saúde, fatores externos como dieta alimentar balanceada, exercícios físicos e outras escolhas de estilo de vida, também são importantes. É preciso que a pessoa incorpore uma rotina regular de exercícios físicos e adote um regime nutricional equilibrado e bem orientado.
Pois é, a escolha está em suas mãos. Pesquisar, ir atrás da verdade e ter a oportunidade de viver com saúde, de não ser manipulado e ver as verdades serem escondidas, tudo depende única e exclusivamente de cada um. Independente disto, se eu conseguir mudar a vida de uma só pessoa, já estarei feliz e sentirei que fiz a minha parte.

Existem três grandes grupos de alimentos na natureza à nossa disposição. Eles são chamados de Macronutrientes: Proteínas, Gorduras e Carboidratos. Cada um tem propriedades individuais e serve para diferentes funções bioquímicas em nossos corpos, portanto, os três grupos são fundamentais, cada qual com sua particularidade.

As proteínas são formadas pela combinação entre aminoácidos, sendo que a diferença entre elas está em sua composição. Dependendo de quantos e quais aminoácidos constituem uma ou outra proteína, elas acabam servindo mais esta ou aquela função em nosso corpo. Existem as proteínas animais, que são indiscutivelmente mais completas, e as vegetais, que infelizmente sempre deixam a desejar no quesito Aminoácidos Essenciais. E as proteínas, servem pra que? Ora, para sua pele, seus olhos, ossos, coração, músculos, cabelos, ou seja, proteínas são construtoras! São os tijolos de sua casa, são a estrutura palpável de seu corpo. Até base de formação de hormônios elas são!

Algumas gorduras também são classificados como Essenciais, e são bem conhecidas de todos vocês: Ômega-3 e Ômega-6. Quero dizer, com isso que não há vida sem esses dois elementos. É importante que saibamos que as gorduras podem gerar energia, aumentar a imunidade, melhorar a capacidade cardíaca, aumentar a nossa inteligência e ser utilizadas como substrato de formação dos hormônios esteroidais.

Carboidratos na realidade são os vegetais! Verduras, saladas, leguminosas e frutas são os carboidratos “originais”, digamos assim. Pães de todos os tipos, salgadinhos, tortas, doces e tudo mais corromperam nossas inteligências e se tornaram carboidratos de escolha. Grande erro, pois à medida que aumentamos a oferta e a facilidade com que ingerimos carboidratos, estes unicamente se depositarão como reserva em forma de gordura!

Proteínas têm como função servir para uma série de coisas em seu corpo, até mesmo para gerar energia na falta de carboidratos. Se você se passar um pouco na ingestão de gorduras (de boa qualidade), poderá até utilizá-las para outras funções em seu corpo e, novamente, na falta de carboidratos, ela servirá preferencialmente para gerar energia. Mas se você se passar na quantidade e na qualidade dos carboidratos, nada será utilizado para gerar energia! Saiba que todo o excedente será armazenado em forma de gordura no corpo. Isso mesmo, aquela gordura abdominal, nas coxas, nos flancos, na papada etc. E entenda que optar pelos carboidratos corretos, como os vegetais, é uma forma absolutamente inteligente de agir. É por isso que a velha história de contar calorias é completamente absurda. Cada macronutriente tem uma função e suas calorias não podem ser comparadas entre si.