Vitamina D: saúde, longevidade e qualidade de vida

Vitamina D: saúde, longevidade e qualidade de vida

Depois do sucesso que foi a #SemanadavitaminaD na minha página do Facebook, resolvi compilar os assuntos comentados neste artigo, para facilitar a leitura e a busca pelo assunto.

Para aqueles que ainda não estão familiarizados com a vitamina D, aconselho iniciar a leitura a partir de outro artigo: Tomar sol faz bem? O que você precisa saber sobre a Vitamina D

O sol além de ser fonte de luz é fonte de vida.

Em primeiro lugar, atualmente as indústrias têm insistido em fazer do sol um vilão para a saúde, incluindo protetores solares na vida das pessoas como sinônimo de saúde e prevenção absoluta.

Esse fenômeno acabou por criar gerações de pessoas apavoradas com a incidência solar, que fugindo do sol acabam por fugir, consequentemente, da oportunidade de uma maior qualidade de vida.

Sintomas da falta de vitamina D

Em primeiro lugar, a vitamina D é essencial para a execução de mais de 85 funções do organismo. Além disso, é responsável pela ativação de mais de 2000 genes funcionais.

10% dos nossos genes funcionais estão metabolicamente ligados à vitamina disponível pela luz solar. Mas, infelizmente, nossa sociedade atual sofre de uma pandemia de hipovitaminose D, portanto, falta da vitamina.

Essa falta é provocada pelos profissionais que induzem à força o uso constante de produtos que bloqueiam a incidência dos raios solares no corpo humano, tão valiosos para o corpo.

Existem muitos outros produtos do cotidiano que não colaboram com nossa saúde e nem imaginamos. Falo mais sobre isso no artigo Em um Mundo Tóxico, Como Não Ser Contaminado?

Faça o teste: quantos destes sintomas já viraram rotina e são comumente denominados “sem causas aparentes”?

  •  Ficar doente regularmente, contrair infecções com facilidade
  •  Dor nos ossos ou nas costas
  •  Recuperação lenta após cirurgias, cicatrização lenta
  •  Perda óssea
  •  Dores musculares
  •  Calvície
  •  Dificuldade de controlar o apetite e manter o peso
  • Tristeza, desmotivação
  •  Depressão

Agora vamos refletir a respeito da quantidade de drogas químicas e tratamentos agressivos que são utilizados para o tratamento dos sintomas acima mencionados.

Provavelmente, tais sintomas são erroneamente diagnosticados e poderiam ser resolvidos ou evitados tão somente pela dedicação de alguns minutos por dia no sol.

Quer conhecer uma parte da lista (que continua a crescer) de doenças atreladas à deficiência de Vitamina D?

  • Câncer de Mama
  • Diabetes
  • Hipertensão
  • Doença Cardíaca
  • Esclerose Múltipla
  • Câncer de Ovário
  • Osteomalávia
  • Osteoporose
  • Câncer de Próstata
  • Psoríase
  • Raquitismo
  • Doença Afetiva Sazonal
  • Perda de dentes
  • Tuberculose
  • Depressão

Agora sabemos como a vitamina D está relacionada com diversos fatores do organismo. Nos próximos tópicos, abordarei algumas questões específicas que merecem explanação.

Performance mental

Sabe-se que existem receptores de Vitamina D no hipocampo e no sistema nervoso central do organismo humano. Contudo, possuímos receptores para esta vitamina em todas as células do corpo.

A vitamina D ativa as enzimas cerebrais e o fluido cerebrospinal que estão envolvidos diretamente na síntese de neurotransmissores.

Além disso, também está diretamente ligada ao crescimento dos nervos. Estudos laboratoriais sugerem que a vitamina D protege os neurônios e reduz inflamações.

E quanto ao desempenho mental e cognitivo?

Estudo conduzido pela Universidade de Cambridge analisou os níveis de vitamina D em mais de 1.700 homens e mulheres ingleses, a partir dos 65 anos de idade.

Os pacientes foram divididos em grupos conforme seus níveis de concentração da vitamina: severamente deficientes, deficientes, insuficientes e adequados.

Em seguida, foram submetidos à exames cognitivos.

Como resultado, os grupos com menores níveis de vitamina D foram os que apresentaram as menores pontuações nos testes de capacidades mentais.

Na verdade, quando comparados àqueles indivíduos com níveis considerados adequados, as pessoas com os níveis mais baixos de vitamina D demonstraram riscos duplamente maiores de desenvolverem incapacidades cognitivas.

Em um segundo estudo conduzido pela Universidade de Manchester, na Inglaterra, foi analisado mais de 3,100 homens (entre 40 e 79 anos) em oito países diferentes.

Novamente, os indivíduos com os menores níveis da Vitamina D demonstraram possuir capacidades de processamento de informações mais lentas, especialmente dentre os que estavam na faixa acima dos 60.

Uma vez que a deficiência cognitiva é uma percursora de demência e alzheimer, entender o funcionamento e ligação da vitamina D com o desempenho mental é de extrema importância para a prevenção de complicações.

Câncer e vitamina D

Uma nova pesquisa aponta que manter bons níveis de Vitamina D pode diminuir o risco de câncer. Devido a esse fato, irei explanar sobre o assunto.

Em 1980, Garland, PhD, associou a deficiência de vitamina D ao desenvolvimento de certos tipos de cânceres.

Neste estudo foi concluído que as pessoas que moram em latitudes mais altas e pegam menos sol consequentemente possuem mais chances de possuir deficiências de Vitamina D.

Este mesmo grupo também apresentou taxas mais altas de câncer de cólon, mama, pulmão e bexiga.

Níveis elevados de Vitamina D estão associados a uma diminuição do risco de câncer.

É o que foi descoberto em um novo estudo dos Estados Unidos, Universidade da Califórnia.

Os pesquisadores procuraram identificar o nível de 25-hidroxivitamina D3 necessário no sangue para reduzir efetivamente o risco de câncer.

Para chegar a essa conclusão, dados de duas pesquisas foram combinados e dados de mais de 1.300 mulheres foram analisados.

Eles então combinaram os dois estudos e obtiveram um tamanho de amostra maior, bem como uma gama maior de níveis de soro sanguíneo de 25-hidroxivitamina D3.

Foi descoberto que a incidência de câncer diminuiu com um marcador maior 25 (OH) D.

Ou seja, mulheres com concentrações de 25-OH Vitamina D3 de 40 ng/ml ou mais tiveram um risco 67% menor de câncer do que as mulheres com níveis de 20 ng/ml ou menos.

Este estudo esclarece que o risco reduzido de câncer se torna mensurável em 40 ng/ml, com benefícios adicionais em níveis mais elevados.

Aumentar as concentrações de 25-OH Vitamina D3 para um mínimo de 40 ng/ml na população geral provavelmente reduziria significativamente as taxas de câncer e, consequentemente, de mortalidades.

A intenção é mostrar que investir na prevenção, em vez do diagnóstico precoce ou no tratamento, é especialmente relevante para diminuir a atual tendência mundial de incidência de câncer!

Vitamina D e fertilidade

Aquelas que estão buscando a maternidade também devem ficar atentas aos raios solares.

A publicação da revista BioMed Research International (Preconception care, 2016) destacou alguns nutrientes fundamentais no período da gestação, com destaque especial para a Vitamina D.

A vitamina D está envolvida na expressão e regulação de mais de 2.700 genes diferentes!

Sua atuação junto ao sistema imunológico cria condições para que o embrião seja bem aceito pelo organismo, seja através de gestação espontânea ou mesmo in vitro.

A vitamina D apresenta enzimas envolvidas no metabolismo de todo o aparelho reprodutor feminino, e seus níveis inadequados podem estar relacionados com a infertilidade, incluindo:

  • Endometriose
  • Miomatose uterina (miomas)
  • Anovulação crônica (Síndrome dos Ovários Policísticos)
  • Baixa qualidade dos óvulos

Os níveis também devem ter acompanhamento durante a gestação. O estudo destacou que níveis maternos abaixo do recomendado estavam presentes em casos de:

  • Crescimento intrauterino retardado (CIUR)
  • Diabetes gestacional
  • Parto prematuro
  • Depressão pós parto
  • Aborto espontâneo
  • Desordens hipertensas gestacionais

Portanto, além de uma alimentação equilibrada e saudável, banhos de sol diariamente sem o uso de bloqueadores solares em horários adequados são muito benéficos.

Em alguns casos, pode ser recomendada a suplementação após avaliação médica e nutricional especializada.

Controle de peso

Alguns estudos já indicam que a vitamina D possui uma boa relação com perda de peso. A vitamina D é uma forte neuro protetora e reguladora da produção de serotonina no organismo.

A serotonina, por sua vez, é um neurotransmissor importantíssimo e responsável, entre outras coisas, por:

  •  Regular o humor; combater depressão e outros distúrbios associados
  • Apetite e sensação de saciedade
  • Regular e conferir qualidade ao sono

Indivíduos com níveis adequados de serotonina possuem maior facilidade em se sentirem saciados.

Aquela vontade incontrolável de comer doces pode indicar um desequilíbrio na produção de serotonina!

Não raro, indivíduos com quadros de sobrepeso, obesidade, compulsões alimentares, ansiedade e afins demonstram baixos níveis do neurotransmissor e, além disso, de Vitamina D em seus organismos.

A serotonina ainda está ligada ao bem-estar, auto estima e motivação: ingredientes indispensáveis para quem busca um emagrecimento saudável e duradouro!

Diversos estudos vêm pesquisando a respeito do comportamento da Vitamina D diante de estratégias de manutenção e perda de peso.

Algumas teorias levantadas sugerem que a vitamina D possui propriedades que causam redução na produção de células de gordura no corpo. Além disso, auxilia na diminuição do seu armazenamento.

Outros estudos ainda demonstram a relação entre altos níveis de vitamina D e a produção elevada de testosterona.

Sabe-se que baixos níveis desse hormônio estão relacionados à flacidez e dificuldade em ganhar massa magra, além de mais uma série de disfunções metabólicas.

O hábito de aproveitar o sol deve ser acompanhado de uma alimentação equilibrada, balanceada, com todos os micro e macro nutrientes responsáveis por gerar energia e fortalecer o organismo.

Sobretudo, a prática de exercícios deve ser uma constante. Ao ar livre melhor ainda, pois unem-se todos os benefícios do esporte com a absorção de vitamina D.

Gripes e resfriados

Quando uma pessoa é infectada por um vírus ou bioagente patogênico, ela só consegue responder adequadamente a este invasor se o corpo produzir uma proteína chamada peptídeo.

Os peptídeos são antimicrobianos que possibilitam a ruptura da “capa” destes invasores, processo vital para que o sistema imunológico entre em contato direto com o bioagente agressor e passe a atacá-lo.

Vitamina D é moduladora de produção de peptídeos

Uma meta-análise verificou dados de 11.321 participantes, com idades entre 0 e 95 anos, em 25 estudos clínicos ao redor de 14 países (incluindo Reino Unido, Estados Unidos, Japão, India, Afeganistão, Bélgica, Itália, Austrália e Canadá).

O objetivo era analisar a influência da suplementação com Vitamina D em relação às infecções do trato respiratório (que variavam entre simples espirros até quadros de pneumonia).

Como resultado, observou-se que a suplementação da vitamina foi considerada uma estratégia segura de prevenção contra infecções respiratórias, especialmente dentre aqueles indivíduos que possuíam deficiências consideráveis de Vitamina D.

Portanto, os raios solares estão diretamente ligados ao sistema de defesa e podem ser muito benéficos para nossa saúde.

Depressão

Geralmente caracterizada por estados mentais dominados por pensamentos e sensações negativas, baixa auto-estima, ansiedade ou angústia, a depressão pode apresentar evolução na complexidade dos sintomas ao longo da vida.

Além disso, a depressão pode impedir a realização de tarefas comuns como trabalho e escola, além de estar acompanhada de outras doenças como bulimia, anorexia, entre outras.

Nesses casos, é muito importante observar os aspectos biológicos que permeiam os comportamentos humanos.

Nossos sentimentos são consequências de uma série de reações que acontecem no organismo, principalmente no cérebro.

Essas reações dependem da presença de estruturas biológicas como células e órgãos, mas também da presença dos neurotransmissores ou neuro reguladores.

Se essas substâncias não estiverem agindo corretamente, nosso comportamento será diferente do que é considerado normal. A insuficiência dos neurotransmissores podem causar diversas patologias neurológicas, como a depressão.

A Vitamina D, como neuro protetora, consegue através das suas vias antioxidantes proteger o cérebro dos efeitos negativos que níveis elevados de citocinas pró-inflamatórias (observadas em quadros depressivos) causam no órgão.

Pessoas com deficiência de Vitamina D normalmente apresentarão os seguintes sintomas:

  • Desânimo
  • Tristeza
  • Irritabilidade
  • Flutuação de Humor
  • Falta de iniciativa

Níveis baixos de Vitamina D são determinantes para o desenvolvimento de depressão sazonal.

A depressão sazonal ocorre quando sintomas reaparecem a cada ano, geralmente no outono e inverno, exatamente as épocas nas quais as pessoas, provavelmente, tem menos contato com a luz solar.

Em estudo apresentado durante o Endocrine Society’s 94th Annual Meeting and Expo em Houston, EUA, foram analisados os efeitos da suplementação de Vitamina D em três pacientes mulheres diagnosticadas com depressão.

As três apresentavam níveis baixos da vitamina (variando de 8,9 a 14,5 ng/mL) e receberam suplementação ao longo de oito a doze semanas.

Após o experimento, as três relataram melhorias significativas em seu estado depressivo através do Inventário de Depressão de Beck (BDI) – um dos instrumentos mais utilizados para se medir a severidade de quadros depressivos.

Os autores do estudo concluíram que a suplementação com a vitamina pode ser uma estratégia complementar efetiva e de baixo custo para o tratamento da depressão.

Redução de risco de menopausa precoce

Em estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, a suplementação de Vitamina D pode auxiliar a reduzir o risco da menopausa precoce.

Entende-se por menopausa precoce aquela que ocorre antes dos 45 anos de idade, trazendo consigo os riscos maiores de desenvolvimento de osteoporose, Alzheimer, doenças cardíacas e infertilidade.

Uma mulher que entra na fase da menopausa precocemente, aos 40 anos, por exemplo, consequentemente poderá enfrentar problemas de infertilidade já aos 30 anos!

Para passar pela fase da menopausa com mais saúde também é necessário contar com outra grande aliada: a atividade física. Te convido a ler essa matéria para entender mais sobre o assunto!

Relação da vitamina D e o retardo do envelhecimento dos ovários e da capacidade reprodutiva feminina.

Segundo autores, a vitamina possui a capacidade de acelerar a produção de hormônios que inibem esse envelhecimento.

Os resultados levaram em conta o estilo de vida das mulheres analisadas (incluindo idade, peso, hábito de fumar) e foram determinantes:

Aquelas que consumiram as maiores quantidades da vitamina apresentaram consideráveis 17% menos chance de desenvolver quadros de menopausa precoce quando comparadas àquelas que consumiram as menores quantidades.

O estudo é de extrema importância na identificação de fatores que podem levar à prevenção mais efetiva da condição que estima-se afetar 1 em cada 10 mulheres atualmente.

Enquanto não foram identificados muitos fatores modificáveis (ou seja, que as mulheres podem ativamente colocar em prática durante a vida) para prevenir a menopausa precoce, evidências continuam apontando para altos níveis da Vitamina D como possível aliada!

Ainda são poucas as pessoas que conhecem a ligação da vitamina D com os mais de 80 processos metabólicos do organismo, e os tantos mais que vão sendo aos poucos identificados como no estudo acima.

A maneira mais simples de se “consumir” Vitamina D é absolutamente gratuita e, portanto, está ao alcance de qualquer um. Com moderação e responsabilidade, devemos usar e abusar dos banhos de sol.

Deixei para o fim uma dúvida que acredito ter surgido durante a leitura:

Excesso de vitamina D faz mal?

Obviamente, qualquer excesso faz mal.

Níveis alarmantes de Vitamina D no organismo podem ocasionar alguns problemas, não em decorrência da vitamina em si, mas dos níveis de CÁLCIO que aumentam simultaneamente.

Dentre eles, distúrbios digestivos, náuseas, dores de estômago, confusão mental, tonturas, fadiga, micção frequente, perda de apetite e insuficiência renal.

Apesar da quantidade de pessoas fazendo hoje uso da suplementação com cápsulas oleosas de vitamina D, tais sintomas são raros.

Por que?

Porque é muito difícil levar o organismo aos níveis exagerados de vitamina D que causariam esses tipos de problemas.

Além disso, a grande maioria é ocasionada por episódios de suplementação exagerada e incorreta em casos muito específicos.

Para se ter uma ideia, um estudo conduzido ao longo de uma década com dados de mais de 20 mil indivíduos verificou que, destes, apenas 37 pessoas apresentavam níveis de Vitamina D acima dos 100 mg/ml (recomendado como limite superior).

(Leia aqui https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25939935)

Submeter-se aos raios solares em horários adequados, por 10 ou 20 minutos diários não fará, de forma alguma, com que seus níveis escalem a ponto de desenvolver qualquer tipo de toxicidade ou problema!

Ao contrário, fará muito bem para suas células e para o corpo no geral.

O fundamental é que se tente aproveitar pelo menos um pouco de sol diariamente, e se isso não for possível, procure um médico que saiba lhe avaliar e orientar a suplementação adequada para seu caso individual.

É essencial retomar as rédeas da nossa vida e buscar mais qualidade de vida em todos os âmbitos.

Reescreva sua história e crie uma vida mais saudável, protegida contra doenças, motivada e com plenas capacidades físicas e mentais.

O meu desejo é que as pessoas vivam cada vez mais e melhor! Por isso, deixo essa matéria para dar segmento à sua leitura: As 5 Dicas para Longevidade: Vivendo Mais (e Melhor)

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  • Fontes de estudos que foram utilizados nessa matéria:

Vitamin D supplementation to prevent acute respiratory tract infections: systematic review and meta-analysis of individual participant data
BMJ 2017; 356 doi: https://doi.org/10.1136/bmj.i6583 (Published 15 February 2017)

Vitamin D and calcium intake and risk of early menopause: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28490509

Vitamina D e a depressão: http://rsaude.com.br/londrina/materia/a-vitamina-d-e-a-depressao/10096

Vitamina D reduz risco de menopausa precoce, revela estudo: https://veja.abril.com.br/saude/vitamina-d-reduz-risco-de-menopausa-precoce-revela-estudo/#

Vitamin D supplementation to prevent acute respiratory tract infections: systematic review and meta-analysis of individual participant data: https://www.bmj.com/content/356/bmj.i6583

Does Vitamin D Improve Brain Function? https://www.scientificamerican.com/article/does-d-make-a-difference/

 

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Todos sabem que não há vida sem água e que devemos tomar água diariamente para nos mantermos hidratados. Mas se é uma substância tão importante, não deveríamos saber mais sobre como escolher a água que vamos beber? O assunto é de suma importância para a saúde das pessoas, mas a falta de conhecimento faz com que praticamente a totalidade da população mundial passe ao largo de todos os benefícios que uma água de boa qualidade pode proporcionar, pois não há orientação na hora de escolher esta substância vital. As pessoas ficam à mercê das informações publicitárias das empresas que se favorecem da venda de água e que, muitas vezes, não têm o compromisso com a saúde do consumidor, mas sim com o lucro do seu produto.

A água é o mais abundante constituinte do corpo humano. Um indivíduo de 70 kg, por exemplo, tem aproximadamente 42 litros de água no corpo. Somos, sim, “aquários ambulantes”, e desta foma é possível imaginar que nossas células sejam os peixes desse aquário. Caso o peixe esteja doente e a água estiver inadequada, não adianta tratar só o peixe e colocá-lo na mesma água: deveríamos trocar a água ou tratá-la.

Entretanto, a medicina só pensa nos solutos, raramente nos solventes. Para se ter ideia das proporções deste elemento, sabe-se que o corpo de um recém-nascido é constituído de mais de 80% de água, o corpo de um adulto não desidratado é constituído por 69% de água e o corpo de um idoso é constituído de pouco mais de 50% de água. Ela constitui 85% do cérebro, 92% do sangre e 87% do fígado.

É fundamental o conhecimento das propriedades da água, para que se possa aproveitar os benefícios que este elemento pode oferecer. E é realmente fundamental que haja um esforço no sentido de informar a população sobre este elemento essencial à vida e que pode ter ação medicinal diariamente!

O ser humano foi criado para estar em movimento. Nossa estrutura biológica conta com um sistema muito bem organizado para possibilitar-nos mobilidade. Se pensarmos bem, o homem foi inserido em um mundo onde para tudo era necessário o movimento. Alimentos vinham essencialmente da caça e de vegetais, a locomoção dependia exclusivamente das pernas. Ou seja: sedentarismo era algo que simplesmente não tinha como existir.

Com o passar dos anos e a evolução, muitas facilidades foram criadas a fim de dar conforto e bem-estar às pessoas. Entretanto, chegamos a um ponto crítico na história da humanidade, onde em grande parte dos países desenvolvidos o sedentarismo transcende o movimento, e o resultado deste mudança tem sido desastroso e extremamente deletério à saúde humana.

Infelizmente, grande parte das pessoas não se dá conta de que está indo absolutamente contra a natureza de nossa espécie ao passar a maior parte do tempo sentada e esquecendo de compensar essa deficiência de atividades com alguma forma de exercício. A queixa é praticamente sempre a mesma: falta de tempo… Por outro lado, é sabido também que esta “desculpa” tem um caráter de praticidade, ou seja, é mais simples usar este argumento do que buscar organizer-se para dar prioridade à saúde.

A prática de atividade física moderada é uma das principais formas de prevenção de doenças atreladas ao envelhecimento, e aqui não estamos falando nem sobre a necessidade de sermos atletas, mas sim de simplesmente buscarmos manter uma rotina semanal de exercícios. Você já sabe que cerca de 85% de sua saúde dependem exclusivamente de seus hábitos de vida, restando pouco para culparmos a genética. Então, é importante saber que este “medicamento natural” e que depende só de você está associado à preservação de Alzheimer, doenças cardiovasculares e degenerativas, diabetes, hipertensão, obesidade e inclusive o câncer.

O estresse já foi mencionado diversas vezes como o mal do nosso século. Viver sem estresse em um mundo estressante é algo praticamente inalcançável. Na realidade nosso corpo não foi feito para viver sem agentes estressores, tal como um carro não é produzido sem um sistema preparado para resistir a situações de imperfeição das rodovias, por exemplo. Nossa máquina (nosso corpo) tem um sistema “quase” perfeito, no entanto primitivo. Lendo este artigo você vai compreender o motivo pelo qual nosso sistema de estresse ainda parece estar atrasado no tempo.

A fisiologia humana e munida de um sistema que tem como função principal preservar a nossa vida. Isto é prioridade, ou seja, todas as vezes em que seu corpo entender que você está em perigo, uma reação intensa, que envolve a produção e a liberação de uma série de substâncias, terá um fim primário: a preservação da vida. Mas o que é uma situação de perigo, de vida ou morte?

Nossa capacidade evolutiva de adaptação infelizmente gera uma confusão na interpretação dos fatos, e as reações a estas situações acabam sendo inevitavelmente as mesmas de um perigo “real”, com menor ou maior intensidade, mas moduladas pelo que definimos como estresse.

O estresse está baseado, entre outros, na ativação do sistema hormonal hipófise-hipotálamo (duas glândulas que se situam dentro do cérebro), com a secreção do hormônio adrenocorticotrófico que ativa a glândula suprarrenal (também chamada de Adrenal), desencadeando uma secreção de hormônios glicocorticoides, como Cortisol. O Cortisol aumenta a quebra de proteínas nos músculos, ossos e nos tecidos linfáticos, além de inibir a síntese proteica. Isso faz com que aumente o nível de aminoácidos no sangue, que são utilizados pelo fígado para produção de glicose, aumentando também o nível de açúcar no sangue.

Toda vez que o Cortisol é aumentado, o seu corpo se prepara para uma guerra, para uma fuga, para uma situação de vida ou morte, independente de isso estar acontecendo realmente ou não.

Muitas pessoas passam a usar e abusar dos remédios para conter ansiedade, para ficar mais felizes, para dormir, e aí se segue uma sequência de drogas que viciam e infelizmente se tornaram commodities nas vidas das pessoas. Em outras palavras, a ignorância acerca dessa condição moderna e a busca pela facilidade de resolver um problema, desfocando-se dele e criando outro, está criando uma geração de dependentes químicos, por mais dura e triste que seja esta realidade.

As alterações de níveis de Cortisol provocam também sintomas comportamentais, como comer em excesso, perda de apetite, exagerado usado de bebidas alcoólicas, tabagismo, drogadição e mecanismos de enfrentamento negativas.

A expectativa de vida média alcança 75 anos no Brasil e já está em 85 anos nos países desenvolvidos. Observando a evolução da humanidade e o aumento deste índice, fica fácil e absolutamente racional chegar à conclusão de que nossos filhos viverão uma época em que o normal será ultrapassar os 100 anos. Mas com que qualidade de vida, se hoje o brasileiro, por exemplo, passa 1/5 de sua vida incapacitado? Imagine viver os últimos 20 anos de nossas vidas no futuro, sem capacidade de lembrar o nome das pessoas, sem poder viajar, passear, trabalhar, em síntese, apenas sobrevivendo?

A terapia hormonal é uma escolha de cada paciente e pode conferir qualidade de vida a homens e mulheres para alcançar uma longevidade mais saudável. Mas não basta somente a terapia para envelhecer com saúde, fatores externos como dieta alimentar balanceada, exercícios físicos e outras escolhas de estilo de vida, também são importantes. É preciso que a pessoa incorpore uma rotina regular de exercícios físicos e adote um regime nutricional equilibrado e bem orientado.
Pois é, a escolha está em suas mãos. Pesquisar, ir atrás da verdade e ter a oportunidade de viver com saúde, de não ser manipulado e ver as verdades serem escondidas, tudo depende única e exclusivamente de cada um. Independente disto, se eu conseguir mudar a vida de uma só pessoa, já estarei feliz e sentirei que fiz a minha parte.

Existem três grandes grupos de alimentos na natureza à nossa disposição. Eles são chamados de Macronutrientes: Proteínas, Gorduras e Carboidratos. Cada um tem propriedades individuais e serve para diferentes funções bioquímicas em nossos corpos, portanto, os três grupos são fundamentais, cada qual com sua particularidade.

As proteínas são formadas pela combinação entre aminoácidos, sendo que a diferença entre elas está em sua composição. Dependendo de quantos e quais aminoácidos constituem uma ou outra proteína, elas acabam servindo mais esta ou aquela função em nosso corpo. Existem as proteínas animais, que são indiscutivelmente mais completas, e as vegetais, que infelizmente sempre deixam a desejar no quesito Aminoácidos Essenciais. E as proteínas, servem pra que? Ora, para sua pele, seus olhos, ossos, coração, músculos, cabelos, ou seja, proteínas são construtoras! São os tijolos de sua casa, são a estrutura palpável de seu corpo. Até base de formação de hormônios elas são!

Algumas gorduras também são classificados como Essenciais, e são bem conhecidas de todos vocês: Ômega-3 e Ômega-6. Quero dizer, com isso que não há vida sem esses dois elementos. É importante que saibamos que as gorduras podem gerar energia, aumentar a imunidade, melhorar a capacidade cardíaca, aumentar a nossa inteligência e ser utilizadas como substrato de formação dos hormônios esteroidais.

Carboidratos na realidade são os vegetais! Verduras, saladas, leguminosas e frutas são os carboidratos “originais”, digamos assim. Pães de todos os tipos, salgadinhos, tortas, doces e tudo mais corromperam nossas inteligências e se tornaram carboidratos de escolha. Grande erro, pois à medida que aumentamos a oferta e a facilidade com que ingerimos carboidratos, estes unicamente se depositarão como reserva em forma de gordura!

Proteínas têm como função servir para uma série de coisas em seu corpo, até mesmo para gerar energia na falta de carboidratos. Se você se passar um pouco na ingestão de gorduras (de boa qualidade), poderá até utilizá-las para outras funções em seu corpo e, novamente, na falta de carboidratos, ela servirá preferencialmente para gerar energia. Mas se você se passar na quantidade e na qualidade dos carboidratos, nada será utilizado para gerar energia! Saiba que todo o excedente será armazenado em forma de gordura no corpo. Isso mesmo, aquela gordura abdominal, nas coxas, nos flancos, na papada etc. E entenda que optar pelos carboidratos corretos, como os vegetais, é uma forma absolutamente inteligente de agir. É por isso que a velha história de contar calorias é completamente absurda. Cada macronutriente tem uma função e suas calorias não podem ser comparadas entre si.