Você conhece os seus fatores de risco?

Você conhece os seus fatores de risco?

Quando falamos em doenças do cérebro, é comum que se imagine que qualquer indivíduo está à mercê do acaso de contrair uma condição neurológica.

É também comum que se pense tratar de doenças que aparecem sem motivo aparente, de uma hora para a outra.

Esse é um pensamento incrivelmente equivocado.

Hoje, sabemos que cerca de apenas 15% das doenças e condições que as pessoas acabam desenvolvendo são consequência da genética. O grande resto?

Fruto de suas escolhas e hábitos.

Hoje trouxe uma reflexão acerca desses hábitos retirada do livro “A Dieta da Mente” de Dr. David Perlmutter (que recomendo fortemente a leitura). Você conhece os seus fatores de risco?

Uma questão de hábito

Uma dezena de estudos já conduzidos relacionam condições e distúrbios neurológicos aos hábitos que uma pessoa mantém.

Na verdade, distúrbios comportamentais como a depressão podem estar mais intimamente ligados à nutrição do que a fatores externos. Fiz um artigo comentando sobre o assunto. Clique aqui e leia. 

Entretanto, sabe-se também que apenas 1 em cada 100 pessoas irá envelhecer sem que haja nenhum declínio em suas capacidades mentais e cognitivas (como a memória).

Por isso, é importante conhecer que hábitos e escolhas são essas que podem estar agindo contra você e te colocando em uma verdadeira zona de perigo que inclui sintomas como:

  • Enxaquecas
  • Transtornos de humor
  • Transtornos motores
  • Disfunções sexuais
  • Convulsões
  • TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade ou DDA)

Entender e evitar tais hábitos pode ser a chave para preservar sua saúde (não só cerebral, mas de todo o seu corpo).

 

Quais são os seus fatores de risco?

Responda com honestidade SIM ou NÃO para as perguntas abaixo. Cada SIM corresponde a 1 ponto e cada NÃO corresponde a 0 pontos:

  • Você come pão (de qualquer tipo)?
  • Toma suco de frutas (de qualquer tipo) ?
  • Come mais de uma porção de frutas por dia?
  • Troca o açúcar por xarope de agave?
  • Fica ofegante todos os dias ao caminhar?
  • Possui colesterol inferior a 150?
  • É diabético?
  • Está acima do peso?
  • Consome arroz, massas, cereais (de qualquer tipo)?
  • Consome leite?
  • Não se exercita regularmente?
  • Possui histórico familiar de doença neurológica?
  • Não toma suplemento de Vitamina D?
  • Evita consumir gorduras?
  • Toma estatinas?
  • Evita alimentos ricos em colesterol?
  • Consome refrigerantes (diet ou normal)?
  • Não consome vinho?
  • Consome cereais?
  • Ingere cerveja?

Qual foi o seu resultado? Será que marcou muitas alternativas com SIM? 

Bem, se o que deseja é saber se está em risco de contrair doenças e condições neurológicas com base nos hábitos que têm levado, saiba que o ideal é que seu total de respostas tenha sido próximo de zero. 

Se não foi o caso, você possui fatores de risco.

Para cada SIM, você coloca o seu cérebro, sua capacidade de raciocínio, de manter memórias e a saúde de seu sistema nervoso mais perto de desenvolver um distúrbio.

A questão é tão séria que, para se ter uma ideia, se seu total foi maior do que 10 pontos, você está na zona de risco para problemas neurológicos crônicos, ou seja, sem cura!

 

A boa notícia

Bem, se por um lado as doenças neurológicas se desenvolvem similarmente às condições cardíacas, no qual as agressões ao seu organismo se acumulam ao longo do tempo e se externalizam na forma de doença, existe um lado bom.

Este lado significa que o cuidado, a prevenção e a sua saúde neurológica estão…em suas mãos! 

A alimentação que você segue, a prática de exercícios físicos, a manutenção de uma boa rotina de sono, fazer as pazes com o Sol, cultivar bons pensamentos e entender a importância do manejo do estresse são medidas ao alcance de qualquer pessoa, neste exato momento. 

Cada um pode fazer pequenas mudanças na própria vida de acordo com suas possibilidades.

Desejo que todos alcancem uma vida “fora de risco”, com longevidade, com ânimo e vitalidade até os últimos dias.

A única coisa que deve parar de acontecer é continuarmos colocando a culpa de uma série de doenças que poderiam ter sido evitadas puramente no acaso, na genética, no “é a vida”. Sim, é a SUA VIDA e a SUA SAÚDE.

E o que você vai fazer delas daqui para a frente?

Fica a reflexão. Uma boa semana a todos.

Leia também: As 5 dicas para a longevidade. Vivendo mais (e melhor).

Victor Sorrentino

 

 

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